Mais uma vez o presidente está envolvido em polêmicas
A Guerra Civil Americana, conflito travado nos Estados Unidos de Entre 1861 a 1865, ocorreu entre o Norte (a União) e o Sul (os Confederados) sendo fundamentalmente motivada pela controvérsia sobre a escravização. Combates intensos deixaram entre 620.000 a 750.000 pessoas mortas, o maior número de mortes militares dos Estados Unidos entre todas as outras guerras combinadas.
Mais de 150 anos depois, uma versão tupiniquim, bem mais modesta em todos os sentidos e sem mortos e feridos, aparentemente se encerrou ontem, depois que governadores de Norde/Nordeste e de Sul/Sudeste, chegarem a um acordo para a distribuição dos bilionários recursos provenientes do megaleilão do pré-sal.
O projeto de lei deve estipular uma divisão de 15% aos municípios, por meio de um Fundo de Participação e 15% aos estados sendo destes, 2/3 também por meio de um Fundo de Participação e 1/3 através da Lei Kandir – lei complementar brasileira que entrou em vigor em 1996 e dispõe sobre o imposto dos estados e do Distrito Federal, nas operações relativas à circulação de mercadorias e serviços (ICMS), isentando do tributo os produtos e serviços destinados à exportação.
Com a “guaiaca” cheia, como dizemos no Rio Grande do Sul, os Senadores devem recolocar na agenda da casa, a continuidade da votação da Reforma da Previdência.
“Esqueça se ele não te quer”
Mas nem tudo foram flores, pela manhã o presidente Bolsonaro deixou escapar sua insatisfação com seu partido (PSL) a um apoiador: “Esquece o PSL, Bivar tá queimado pra caramba” disse o presidente.
Especula-se que Bolsonaro quer distância do “laranjal” que se tornou o PSL, liderado na esfera nacional pelo deputado federal Luciano Bivar (PE). Obviamente, a declaração desencadeou uma série de conflitos internos: o senador Major Olimpo (SP) se mostrou magoado e logo levou uma tuitada do sempre alerta Carlos Bolsonaro.
A bancada do partido quer se reunir com o presidente para aparar as arestas, o que parece completamente inviável no momento.
Na cola do fenômeno Bolsonaro, o partido, até então nanico politicamente falando, conquistou 11,6 milhões de votos em 2018, o que elevou o fundo partidário de R$ 6,2 milhões em 2018 para R$ 103 milhões em 2019, um crescimento de 1.341%. Deputados aliados de Bolsonaro acreditam que parte desses recursos possa ser levada para a legenda, já que o presidente tem o apoio de pelo menos 30 deputados.
O Patriota, partido fundado em 2012, já está de braços abertos e entoando a canção “Esqueça”, de Fábio Jr, para receber a filiação de Bolsonaro que deve levar consigo, uma base de aproximadamente 30 deputados.
Esqueça se ele não te ama…
esqueça se ele não te quer… – Fábio Jr
Nunca se deram e vão brigar agora?
Amanhã se inicia mais uma rodada de negociações entre americanos e chineses e o governo americano já chegou com os dois pés na porta, ao proibir ontem, vistos as autoridades chinesas e seus familiares, piorando assim a esperança de dias melhores na reunião entre as delegações dos dois países.
Os mercados, já calejados, já se preparam para mais uma rodada sem avanços, mas como diz o ditado: Quem morre na véspera é o Peru e dado o atual cenário, parece-nos que o que vier desta reunião, é lucro.
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