As chuvas que atingiram Minas Gerais, causando enchentes entre 24 e 25 de janeiro estão preocupando o Ministério Público. Devido aos imóveis que ficaram alagados e tiveram de ser evacuados, em municípios por onde passa o Rio Doce. O Ministério Público de Minas está acompanhando tudo de perto, segundo informações da Agência Brasil. Mas o órgão já manifestou sua preocupação, em relação a ambos os rios que foram atingidos pelas barragens da Samarco (2015) e da Vale (2019).
Alguns pontos ao decorrer do Rio, o nível subiu mais de quatro metros. O Rio Paraopeba transbordou, obrigando a população a deixarem suas casas. A cobrança do Ministério Público é que medidas sejam tomadas, para que não ocorram novos desastres como os anteriores. Devido aos rejeitos de minério ainda estarem dispersos no ambiente, sendo que há parte depositado na calha dos rios.
A prefeitura de Governador Valadares, cidade em que é atravessada pelo Rio Doce afirma que os danos das recentes chuvas são visíveis. De acordo com informações da Agência Brasil, o município decretou situação de emergência, anunciando também que vai cobrar na Justiça a indenização da Samarco.
Estabilidade das barragens devido as enchentes
A Agência Brasil, procurou a empresa Samarco, que não comentou a decisão do município de mover uma ação judicial. A mineradora apenas informou que está acompanhando o aumento das chuvas em Minas Gerais e no Espírito Santo. E que, após a tragédia de 2015, um sistema de contenção foi construído. Para impedir o carregamento dos rejeitos que é submetido ao Ministério Público de Minas Gerais.
Mas, as chuvas geraram preocupações com a estabilidade das barragens. A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou que as empresas que possuem instalações na partes mais afetadas, mantenham estado de alerta até 10 de fevereiro.






