O dólar fechou esta terça-feira (3) em queda de 2,15%, a R$ 4,9635. Ao longo do dia a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9572 e a máxima de R$ 5,0522.
- Segunda-feira (02): +2,63%, a R$ 5,0727
- Terça-feira (3): -2,15%, a R$ 4,9635
- Semana: +0,48%
Cenário
A grande expectativa do mercado é para esta Super-Quarta, quando se reúnem o Comitê de Política Monetária (Copom), que irá decidir a nova taxa de básica de juros (taxa Selic) pelos próximas 45 dias. Também ocorre a reunião do Fomc, que decida a taxa de juros nos Estados Unidos.
O Copom iniciou nesta terça-feira mais uma reunião para definição da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. De acordo com indicações da ata da última reunião, realizada em março, a taxa a ser anunciada nesta quarta-feira (4) deve subir 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano. Mas a expectativa maior é para os próximos meses, conforme prevê relatório do BTG (BPAC11).
No cenário nacional, a desaceleração do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor) para 1,08% na quarta quadrissemana de abril esteve presente nas sete capitais em que os preços são coletados para medição da inflação pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).
Brasília, no entanto, segue com forte pressão inflacionária e registrou o maior índice entre as sete capitais pesquisadas, com 1,69%. A variação de preços na capital federal foi puxada pelo grupo Transportes, que teve alta de 3,01% (contra 4,08% na semana anterior), e por Educação Leitura e Recreação, com alta de 4,9% (ante 4,06%).
As vendas de veículos novos em abril no Brasil mantiveram um volume muito próximo do mês anterior, março. No entanto, como abril teve três dias úteis a menos, 19 contra 22 em março, o desempenho apresenta um sinal de leve recuperação no setor, com crescimento de 0,3% (excetuando as motocicletas).
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda de carros novos registrou queda de 13,93% no mês de abril em comparação com o mesmo período do ano passado. Já em relação ao mês de março de 2022, houve um ligeiro aumento de 1,34%.
No cenário internacional, o Índice de Preços ao Produtor (PPI na sigla em inglês) da Zona do Euro avançou 36,8% em março em comparação com o mesmo período do ano passado, que ganhou força ante ao acréscimo anual de 31,4% observado em fevereiro.
O PPI da Zona do Euro subiu 5,3% em março, ao comparar com os resultados do mês de fevereiro. A expectativa do mercado era um aumento de 4,9%. Os dados foram publicados, nesta terça-feira (03), pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia.






