Apesar de estar fora do documento, grupo anunciou verba de R$ 91 milhões para combater incêndios
A cúpula do G7, reunião entre os sete países mais desenvolvidos do mundo, chegou ao fim nesta segunda-feira (26). O documento final abrange diversos temas globais como a guerra guerra mundial, mas não cita o meio ambiente e as queimadas na Amazônia, assunto em alta nos últimos dias e que gerou polêmica entre o presidente Jair Bolsonaro e os parlamentares internacionais.
Apesar disso, o G7 anunciou uma verba de R$ 91 milhões para combater os incêndios na Amazônia. Essa ‘ajuda’ foi recebida de forma distinta pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o ministro classificou como bem-vinda e excelente, Bolsonaro ficou reticente temendo segundas intenções. Diferente de anos anteriores, em 2019 não houve uma declaração em conjunto ao final do encontro.
Ao G1, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deu a entender que irá rejeitar os recursos e esbravejou contra Macron. “Agradecemos, mas talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa. O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio em uma igreja que é um patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país? Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colônias francesas”, disse Onyx.
O encontro aconteceu em Biarritz, no litoral francês, e foi a França a encarregada de divulgar o documento final. Além da guerra comercial, a crise nuclear com o Irã e os protestos em Hong Kong dominaram o texto. Veja abaixo os compromissos firmados por Angela Merkel (Alemanha), Justin Trudeau (Canadá), Emmanuel Macron (França), Donald Trump (Estados Unidos), Giuseppe Conte (Itália), Shinzo Abe (Japão) e Boris Johnson (Reino Unido):
Guerra comercial:
“O G7 está comprometido com o comércio mundial aberto e justo e com a estabilidade da economia global. O G7 solicita que os Ministros das Finanças monitorem de perto o estado da economia global. O G7 compromete-se a alcançar em 2020 um acordo para simplificar as barreiras regulatórias e modernizar a tributação internacional no âmbito da OCDE.”
Irã:
“Compartilhamos plenamente dois objetivos: garantir que o Irã nunca adquira armas nucleares e promover a paz e a estabilidade na região.”
Ucrânia:
“A França e a Alemanha organizarão uma cúpula no formato da Normandia nas próximas semanas para alcançar resultados tangíveis.”
Líbia:
“Apoiamos uma trégua na Líbia que levará a um cessar-fogo a longo prazo. Acreditamos que apenas uma solução política pode garantir a estabilidade da Líbia. Apelamos a uma conferência internacional bem preparada para reunir todas as partes interessadas e atores regionais relevantes para este conflito. Apoiamos, a esse respeito, o trabalho das Nações Unidas e da União Africana na criação de uma conferência inter Líbia.”
Hong Kong:
“O G7 reafirma a existência e a importância da Declaração Conjunta Sino-Britânica de 1984 sobre Hong Kong e pede que a violência seja evitada.”
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