A CSN (CSNA3) planeja já para janeiro de 2021 executar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua unidade de mineração.
De acordo com a Reuters, a mineradora deverá criar em breve uma subsidiária para suas operações de fabricação de cimento, já pensando também no IPO dessa nova companhia.
“Temos oportunidade real de colocar o IPO da mineração no mercado na primeira semana de janeiro”, disse o presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, à Reuters.
“Os números do quarto trimestre são muito melhores que os do terceiro trimestre”, seguiu.
“Realmente, é determinação nossa fazer o IPO de Casa de Pedra o mais rapidamente possível”, afirmou, em referência à principal mina de minério de ferro da companhia.
Boom de IPOs
Há muitos fatores que garantem o entusiasmo da CSN.
Apesar da pior crise vivida pelo mundo neste século, o horizonte se mostra mais claro, com as vacinas chegando à população mundial (embora o Brasil esteja bastante atrasado nessa questão), o que diminuiria as restrições de circulação e faria a economia mundial ganhar impulso.
O mercado de capitais brasileiro vive um verdadeiro boom de IPOs neste ano. Ao todo, até o fim de novembro, 32 companhias estão na fila para abertura de capital junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). E outras 25 iniciaram as negociações na B3 (B3SA3).
O valor movimentando em ofertas de ações em 2020 é de aproximadamente R$ 101 bilhões (considerando IPOs e follow-ons). A cifra supera o recorde de 2019, quando o volume de emissões foi de R$ 90 bilhões.
Em relação à quantidade de IPOs, 2020 fica atrás apenas de 2007, que teve 64 operações e 2006, com 26.
Tamanho da oferta
A CSN Mineração pediu registro para IPO em outubro.
A companhia irá aderir ao segmento especial de listagem do Nível 2 da B3.
Conforme a CSN, os recursos levantados na tranche primária serão direcionados para execução de seus projetos de expansão.
Seriam beneficiados o Itabirito P15 e os Projetos de Recuperação de Rejeitos de Barragem Pires e Casa de Pedra.
De acordo com a Reuters, onze instituições financeiras vão coordenar a oferta que pode chegar a R$ 30 bilhões.
CSN Cimentos
Em cimentos, a previsão é que haja expansão de mercado na faixa de 6,6% no próximo ano.
A CSN avalia que o mercado nacional fragmentado traz oportunidades de aquisição.
“Os planos da companhia incluem elevar a capacidade de produção de cimento da CSN de 4,7 milhões para 13,3 milhões de toneladas por ano, com novas fábricas no Norte (1,8 milhão de toneladas), Nordeste (2,8 milhões) e Sul (2,8 milhões), acima das 10 milhões de toneladas que a empresa chegou a projetar em 2010”, explica a Reuters.
Assim, a CSN passaria a ser a terceira maior produtora de cimento do país em capacidade.
A primeira são a Votorantim e a Intercement.
LEIA MAIS
CSN (CSNA3) protocola oferta pública de ações da CSN Mineração
CSN (CSNA3) precifica reabertura de oferta de US$ 300 mi em notes