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Coronavírus: Conta para salvar economia global já está em US$ 7 trilhões, diz estudo

Coronavírus: Conta para salvar economia global já está em US$ 7 trilhões, diz estudo

Sete trilhões de dólares. Esse é o total parcial da conta que já foi destinada em missões de combate contra a propagação do coronavírus no planeta.

Os dados foram divulgados em levantamento do CNN Business e incluem gastos governamentais, garantias de empréstimo e isenção/redução de impostos, além da impressão de dinheiro por parte dos Bancos Centrais para compra de ativos como fundos de títulos e de ações.

O compilado de informações não contabilizou os gastos de todos os países do mundo. Levou em conta apenas o que já foi investido por Estados Unidos, Japão, China, Índia e os principais países da Europa.

O mega-pacote norte-americano, aprovado na quinta-feira e que injetará US$ 2 trilhões na economia do país, já faz parte dos cálculos.

Confira abaixo o que cada um dos principais países está fazendo para tentar brecar a pandemia

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Estados Unidos

O Senado aprovou um pacote de US$ 2 trilhões na última quinta-feira. O montante será destinado para pagamentos diretos a pessoas e melhora nos benefícios de seguro-desemprego, além de destinar US$ 500 bilhões a um programa voltado para empréstimos.

Além desse pacote, os Estados Unidos também tomaram outras medidas emergenciais, todas voltadas para evitar a propagação do novo coronavírus e manter a economia aquecida em tempos de pandemia.

Segundo a CNN, o Fed (Banco Central norte-americano) se comprometeu a comprar US$ 700 bilhões em títulos do Tesouro americano e outros garantidos em hipotecas.

Além disso, anunciou US$ 300 bilhões em novos financiamentos para manter crédito fluindo para negócios e consumidores.

Reino Unido

O Estado anunciou que irá cobrir 80% dos salários dos trabalhadores por um período inicial de três meses, pagando cerca de US$ 2,9 mil por mês para cada funcionário.

O governo liberou ainda US$ 397 bilhões em garantias de empréstimos e suspendeu, para negócios locais, impostos nas áreas de varejo, hotelaria e lazer durante os próximos 12 meses.

Além disso, a intenção do Banco da Inglaterra é comprar US$ 242 bilhões em títulos do governo e de empresas.

União Europeia

Três países da União Europeia foram utilizados no levantamento feito pela BBC. A Alemanha anunciou um pacote de resgate de US$ 825 bilhões em compra de participação de empresas e empréstimos para negócios.

A França, por sua vez, aprovou medidas de apoio às pequenas empresas em um total de US$ 50 bilhões, além de US$ 330 bilhões em empréstimos para grandes negócios.

A Itália, que deixou o posto de epicentro da pandemia de coronavírus no mundo para os EUA, liberou US$ 27,5 bilhões para o sistema de saúde e para ajudar trabalhadores.

Já a Espanha, que vem subindo assustadoramente no número de casos, anunciou um pacote de estímulos à economia de US$ 200 bilhões.

O Banco Central Europeu, que já havia anunciado estímulos na casa dos US$ 133 bilhões, confirmou uma nova injeção na economia de US$ 824 bilhões.

O dinheiro será usado  para comprar papéis de dívida dos governos e seguradoras privadas até o fim de 2020.

China, Japão e Índia

Os investimentos nos países da Ásia também são gigantescos para impedir a propagação do coronavírus.

A China, até o momento, já anunciou US$ 16,4 bilhões em alívios financeiros e estímulos, além de ter adotado medidas de facilitação de crédito para auxiliar as empresas afetadas pela pandemia.

O Japão está estudando um pacote de medidas que será anunciado na próxima semana. A ideia é aumentar a cota anual de compras em US$ 55 bilhões e de investimentos imobiliários em US$ 822 milhões.

A Índia, que adotou recentemente o fechamento de suas fronteiras, anunciou na mesma semana um pacote de US$ 22,6 bilhões.

A ideia do governo é incluir assistência de saúde e alimentícia, além de subsídios e benefícios para trabalhadores.

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