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Coronavírus avançou por trânsito de pessoas não diagnosticadas

Coronavírus avançou por trânsito de pessoas não diagnosticadas

Um estudo publicado pela revista especializada Science, sobre o surto do novo coronavírus, na China, aponta para um ponto importante na transmissão. Conforme divulgado pela Folha de S. Paulo, ontem (16), a análise indica que quase 90% das pessoas infectadas, mas ainda sem sintomas, transitaram sem restrições pelo país. O que, em grande parte, teria causado o contágio de inúmeras outras pessoas e um aumento exponencial dos casos.

Segundo a Folha, a coordenação do levantamento é de Ruiyun Li, da Faculdade de Medicina do Imperial College de Londres. O objetivo era buscar encontrar padrões matemáticos durante a propagação de coronavírus nos primeiros meses deste ano. Pois ao compararem os números após as restrições a viagens locais na China, em 8 de fevereiro (801), com os atuais (mais de 80 mil), os pesquisadores perceberam um abismo. E assim, decidiram concentrar a análise no período anterior às restrições, de 10 e 23 de janeiro. Quando o Festival da Primavera acontecia no país e a população era livre para viajar.

Sobre o avanço do coronavírus

Assim, confrontaram os dados de viagens, com os do mesmo período de 2018, para chegarem à taxa básica de transmissão do vírus. Em outras palavras, descobrir quantas outras pessoas cada infectado (com e sem sintomas) poderia contaminar. Desta forma, como informou a Folha, os números só batem se 86% das infecções não tiverem sido calculadas. Os casos registrados de coronavírus se mostraram mais eficientes em contaminação, provavelmente por produzirem mais vírus e sintomas (como tosse). Porém, os não detectados alcançaram uma transmissão com 55% de eficácia em comparação aos quadros mais graves. O que levou à conclusão sobre o avanço da doença ter ocorrido através dessas pessoas não diagnosticadas, que continuaram circulando.

Ainda segundo a Folha, os cientistas consideram que as medidas de restrição, somadas ao isolamento social e a higiene, foram eficazes para redução da transmissão na China. Mesmo que não se saiba exatamente até quando elas poderão ser suspensas sem que o surto retorne.