Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Coronavírus: As medidas do Governo para combater a Covid-19

Coronavírus: As medidas do Governo para combater a Covid-19

A pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já atingiu mais de 200 mil pessoas ao redor do mundo, e deverá crescer exponencialmente no Brasil nos próximos 60 dias.

Para achatar ao máximo a curva de crescimento da pandemia e, com isso, evitar sobrecarregar o sistema de saúde do País, o governo já anunciou um pacote de medidas e pode, em breve, decretar estado de calamidade pública.

Se confirmado, o estado de calamidade pública dispensará a União do cumprimento da meta de resultado fiscal prevista para 2020, com déficit primário de R$ 124,1 bilhões.

O estado de calamidade pública também suspenderá obrigações de redução de despesa com pessoal quando o gasto ultrapassar os limites previstos na própria lei.

Primeiras medidas

O combate ao coronavírus passa diretamente pela injeção de recursos no combate direto à Covid-19 e para manter a economia aquecida.

Publicidade
Publicidade

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, serão liberados R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais.

Deste total, até R$ 83,4 bilhões serão destinados para a população mais vulnerável, enquanto R$ 59,4 bilhões irão para manutenção de empregos. Também há R$ 4,5 bilhões em rubricas específicas para o combate à pandemia.

Entre as principais medidas já adotadas e anunciadas pelo governo brasileiro estão englobados o 13º salário dos aposentados, a suspensão da prova de vida dos beneficiários do INSS e o crédito consignado. Vamos a elas.

PIS/Pasep

O governo federal anunciou a antecipação do abono salarial do PIS/Pasep para junho, mas a validade ainda depende da publicação do decreto presidencial.

A medida deve injetar R$ 12,8 bilhões na economia brasileira até o fim do mês de junho.

13º dos aposentados

Além do PIS/Pasep, o 13º dos aposentados e pensionistas do INSS também será antecipado. Paulo Guedes prevê que a antecipação das duas parcelas coloque em circulação cerca de R$ 46 bilhões na economia do País.

Bolsa Família

O programa Bolsa Família deverá beneficiar mais 1 milhão de famílias. Isso será possível por causa da injeção de mais R$ 3,1 bilhões no programa.

Prova de vida do INSS

A prova de vida, que precisa ser apresentada por beneficiários do INSS no mês em que fazem aniversários, está suspensa a partir deste mês por 120 dias.

O INSS também estuda facilitar a concessão do auxílio-doença para os segurados infectados pelo coronavírus. A ideia é dispensá-los da perícia médica.

FGTS e Consignado

Depois de adotar saques do FGTS no ano passado como forma de esquentar a economia, o ministro Paulo Guedes admitiu que a medida pode ser repetida por causa do coronavírus.

Segundo Guedes, os valores não sacados do PIS/Pasep serão transferidos para o FGTS para permitir esses novos saques. A previsão é injetar R$ 21,5 bilhões na economia.

O governo estuda ainda diminuir o teto de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas.

A ideia também inclui ampliar a margem do salário que pode ser comprometida com a parcela do financiamento. Hoje essa margem é de 30% em caso de empréstimo e 5% para cartão de crédito.

Micro e Pequenas Empresas

A previsão do Governo é liberar aproximadamente R$ 5 bilhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador em forma de crédito para micro e pequenas empresas.

Cobranças adiadas para evitar demissões

O governo quer evitar demissões em massa durante a pandemia de coronavírus e, para isso, decretou mudanças nos prazos de algumas dívidas.

Segundo o UOL, uma delas é o adiamento, por até três meses, no pagamento do FGTS pelas empresas. Tal medida deve gerar economia de R$ 30 bilhões no setor.

A outra medida é o adiamento, também por 90 dias, nos pagamentos referentes à parte da União do Simples Nacional. A economia gerada deve ser de R$ 22 bilhões.

Companhias aéreas

Não são apenas as pequenas e médias empresas que estão no radar das novas e emergenciais medidas contra o coronavírus.

O governo brasileiro, por meio do presidente Jair Bolsonaro, confirmou a intenção de socorrer as companhias aéreas, bastante atingidas pelos efeitos da pandemia.

“No meu entender, quebrar é a pior alternativa que existe. Vamos agir na questão das aéreas que estão perdendo clientes”, disse o presidente, segundo o UOL.

Renegociação de Dívidas

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou nesta semana que aprovou duas medidas para facilitar a renegociação de dívidas durante a pandemia de coronavírus.

Em uma delas o governo aprovou a ampliação de folga do capital financeiro para R$ 637 bilhões. O objetivo é dar aos bancos melhores condições para renegociar dívidas e oferecer novos empréstimos.

A Febraban divulgou nota informando que os cinco principais bancos do País aceitarão prorrogar em 60 dias o vencimento de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas, desde que os pagamentos atuais estejam em dia.

Sistema S

As empresas terão uma redução de 50% por um prazo de três meses nas contribuições do Sistema S, que gerará algo em torno de R$ 2,2 bilhões em economia às empresas.

O Sistema S abrange nove instituições de interesse de categorias profissionais estabelecidas pela Constituição – Sesi, Senac, Sebrae, Sesc, Senar, Senat, Sest, Sescoop e Senai.

Verbas para saúde e menos impostos para produtos médicos

O governo também já editou a MP 924/2020, que prevê a injeção de R$ 5,09 bilhões dos ministérios da Saúde e Educação ao comitê de emergência no combate ao coronavírus.

Mais R$ 4,5 bilhões do saldo do Dpvat serão realocados para o Sistema Único de Saúde (SUS), que também deverá sofrer com a pandemia de Covid-19.

Outra medida no campo da Saúde é em relação aos produtos médicos. O governo anunciou que vai zerar os tributos de importação sobre os materiais essenciais para o combate ao coronavírus até o fim de 2020.

O ataque do coronavírus à economia em números

Itália tem mais de 2 mil mortos pelo novo coronavírus