O Natal de 2020 foi diferente, sem grandes festas ou reuniões de família por conta da pandemia de coronavírus, mas, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), o comércio não deixou de faturar. Pelo contrário.
Dados compilados pela Abcomm e divulgados nesta sexta (25) pelo jornal O Globo, apontaram que o e-commerce terá alta de aproximadamente 54% na comparação com o mesmo período de 2019, atingindo uma receita de R$ 21,7 bilhões.
“O e-commerce cresceu o equivalente a quase três anos em apenas um. As pessoas querem simplesmente tentar levar a vida o mais próximo possível do normal”, resumiu o professor de Marketing Luis Tauffer.
De acordo com a Abcomm, a abertura de 150 mil lojas virtuais no período da pandemia impulsionou o aumento dos números. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) endossou a previsão e projetou alta de 3,4% nas vendas deste Natal.
“O ano de 2020 foi simbólico. As empresas investiram pesado em gestão de estoque e em contratação. Vimos a descentralização de estoques, dando ao cliente a chance de pegar o produto em lojas espalhadas pelo país. O sistema usa recursos como geolocalização”, comentou Rodrigo Bandeira, vice-presidente da Abcomm.
Estratégias para alavancar vendas do comércio digital
Entre as estratégias adotadas pelas gigantes do varejo para impulsionar as vendas de Natal estão o investimento em tecnologia nos centros de distribuição e o aumento no número de entregadores independentes.
A B2W (BTOW3), empresa que é dona da Americanas.com e do Shoptime, afirmou, por meio de Jean Lessa, diretor de Tecnologia e Marketplace da empresa, que uma das principais mudanças foi a instituição da entrega em 24 horas e em 3 horas.
“Antes, a gente recortava o país em 20 regiões e, hoje, são 140 regiões, olhando um raio de cinco quilômetros. Todos esses dados são processados. Neste ano, 49% das contratações foram para áreas de tecnologia”, comentou.
A Amazon (AMZO34), que também está explodindo em vendas no Brasil, lançou uma tecnologia que permite incluir nos seus centros de distribuição produtos de varejistas espalhados pelo País.
Segundo Alex Szapiro, presidente da companhia, a ideia foi criada para aumentar a variedade e permitir maior agilidade aos varejistas. “É mais um passo em nossa expansão no Brasil”, comentou.