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Alô, câmbio: “refresco” no dólar… mas será que vai durar?

Alô, câmbio: “refresco” no dólar… mas será que vai durar?

Tivemos um “refresco” no dólar… mas será que vai durar?

Não é de hoje que eu venho repetindo os riscos para as moedas emergentes em 2022. E especialmente para o real, com tantos “pratinhos” para equilibrar. Entre eles: fiscal e eleições dentro das nossas fronteiras e as ações do Fed nos próximos meses. Mas pelo menos por enquanto, a moeda brasileira parece estar “vacinada” contra esses fatores. Será mesmo?

O “silêncio” em Brasília

Com o Congresso em recesso, as notícias do político praticamente desapareceram neste começo de ano. As discussões sobre aumento dos gastos públicos, rompimento do teto e outros fatores que impactam o Fiscal ficaram em stand by. Isso tudo ajuda a diminuir o nervosismo dos investidores que vinha “pegando” em 2021.

Dólar e commodities

Petróleo, minério de ferro, produtos agrícolas… Praticamente todos os artigos primários estão em alta. Já comentei aqui outras vezes, porém não custa lembrar. Sendo o Brasil um país exportador de commodities, o aumento de preços destes produtos traz mais dólares para cá. E, por consequência, a moeda americana tende a se desvalorizar frente à nossa divisa.

Inflação (por aqui) e dólar

Até mesmo ela, a inflação, ajuda… Só que por tabela, é claro. Quando um índice de preços sai acima do estimado, ampliam as chances de mais altas de juros pelo Banco Central Brasileiro. Uma Selic maior tende a deixar o nosso país mais atrativo ao investidor estrangeiro. Ou seja, mais dólares acabam vindo para o Brasil.

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Ah, então já é dólar a R$ 5 na “Austrália”?

Brincando com as frases que ouvimos todo Réveillon, não meu amigo, minha amiga… Não dá para cravar que o real vai voltar aos melhores dias de 2021. Conforme eu comentei lá no começo deste texto, o futuro exige no mínimo cautela. Ou em linguagem popular, tem muita água para passar por debaixo desta ponte…

Isso sem falar dos tais Cisnes Negros…

Para quem gosta do tema, existem acontecimentos “inesperados” ou com baixa chance de acontecer, mas que, quando ocorrem, o impacto é gigantesco.

Foi assim no caso da pandemia por exemplo. Para os analistas que tentam prever estes movimentos, a agenda parece estar cheia de possibilidades… E a que mais me chama a atenção hoje é a crise russa-ucraniana.

Apesar de haver possibilidades remotas de uma guerra em larga escala, ela existe. E se antes era impossível, os acontecimentos têm mostrado uma certa indisposição entre os lados. Nada menos que Moscou de um lado e a Otan do outro… Até o momento, em todas as reuniões realizadas, o resultado prático foi zero, até mesmo negativo. Vale muito a pena ficar atento ao que vem por aí…

Sendo assim… como fica o dólar

Seguimos na mesma batida das últimas semanas. As oportunidades, tanto para importadores quanto para exportadores tendem a aparecer. Se dá para ter uma certeza neste tema, é que teremos muita volatilidade. Tivemos pelo menos 5 dias desde o começo do ano em que a moeda se movimentou mais do que 1% durante o pregão. Não é pouca coisa, muito pelo contrário… Acho que você concorda comigo.

Abraços e até semana que vem com reunião do Fed na quarta-feira. Câmbio, desligo.

Por Alexandre Viotto, head de câmbio e comércio exterior da EQI Investimentos