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CNC aponta melhorias no mercado de trabalho e retomada no consumo

CNC aponta melhorias no mercado de trabalho e retomada no consumo

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado pela CNC nesta segunda (21), subiu 2,1% em junho, variação após considerar o ajuste sazonal.

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 2,1% em junho, variação após considerar o ajuste sazonal. A CNC divulgou os resultados nesta segunda-feira (21).

Conforme o indicador, os brasileiros voltaram a mostrar disposição para consumir, ainda que de forma tímida. A alta veio após duas quedas seguidas.

O indicador ficou em 67,5 pontos, o menor nível desde agosto de 2020. No entanto, apesar da melhora, trata-se do pior junho da série histórica (2010). Houve também retração de 2,6% em relação ao mesmo período de 2020.

De acordo com a CNC, o incremento no otimismo dos consumidores acompanha a percepção mais positiva sobre indicadores econômicos. Além disso, há otimismo sobre as medidas do governo para mitigação de impactos da pandemia. O investimento no auxílio emergencial é o principal fator, mas também há outras iniciativas sociais.

Entretanto, a consolidação de um indicador positivo ao longo do ano depende da reativação da circulação nas ruas.

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“Esse é mais um indicador que mostra como a população não pode e não quer deixar de consumir. Em junho, temos uma data importante para o varejo e o setor de serviços, que é o Dia dos Namorados, que este ano voltou a ficar aquecida mesmo com a circulação afetada. Acreditamos que, com o avanço da vacinação no País, a gente possa chegar a um cenário muito mais próspero no fim do ano”, pontua o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

cnc

Percepção sobre emprego volta a subir

Este mês, todos os subitens da pesquisa ICF apresentaram crescimento. Apesar da reação, a maioria dos respondentes (43,2%) apontou que a renda de sua família piorou em relação ao ano passado, contra 42,9% no mês anterior e 37,9% em junho de 2020. No entanto, com o ajuste de sazonalidade, o índice apresentou um crescimento de 1,5%.

35,5% dos entrevistados também responderam que se sentem tão seguros com seu emprego quanto no ano passado. Esse é o maior percentual da série histórica e uma proporção acima do mês anterior (34,3%) e do que em junho passado (31,3%). Ao contrário de maio passado, quando o item foi destaque negativo, em junho o tema voltou a ser o maior marco do mês.

Conforme a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, as famílias registraram expectativas positivas sobre o mercado de trabalho tanto no curto quanto no longo prazo, o que permitiu a retomada no consumo.

“A confiança no emprego é o que tem mantido as pessoas consumindo na pandemia. Quando há deterioração nas empresas, acontece um efeito dominó que impacta o orçamento das famílias e impede o acesso. O ICF tem sido um instrumento de análise bastante alinhado com essa expectativa”, afirmou.