Home
Notícias
China nega paralisar compra agrícola dos EUA, diz Global Times

China nega paralisar compra agrícola dos EUA, diz Global Times

China continua comprando produtos agrícolas dos EUA apesar das tensões diplomáticas entre os países. Governo havia pedido que empresas parassem importação.

A China continua comprando produtos agrícolas dos EUA apesar das tensões diplomáticas entre os dois países, segundo o jornal Global Times.

O governo chinês havia pedido nesta segunda (1º) que empresas estatais interrompessem as compras de produtos agrícolas norte-americanos.

O pedido veio em resposta ao governo Trump, que ameaçou impor sanções a Hong Kong por causa da lei de segurança nacional. A lei foi aprovada pelo Parlamento Chinês na semana passada. 

Planilha de açõesbaixe e faça sua análise para investir

Importações continuam

Zhang Xiaoping, diretor da China no Conselho de Exportação de Soja dos EUA (USSEC), disse ao Global Times que as empresas chinesas ainda estão comprando soja norte-americana.

Publicidade
Publicidade

Segundo Xiaoping, as “regras do mercado” não foram afetadas pelas tensões diplomáticas entre os dois países.

“Isso é comprovado pelas compras de soja recém-colhida dos EUA na segunda-feira”, disse ele.

Em janeiro deste ano, na primeira fase do acordo comercial entre as duas potências, o governo chinês se comprometeu a aumentar consideravelmente a demanda por produtos agrícolas dos EUA. 

Conheça os benefícios de se ter um assessor de investimentos

China proíbe compra de produtos

Na segunda-feira (1), a Reuters informou que a China pediu às principais empresas estatais que suspendessem as compras em larga escala dos principais produtos agrícolas dos EUA (soja, milho, algodão e carne de porco). 

Isso ocorreu em resposta ao presidente Donald Trump, que disse na semana passada que tiraria Hong Kong de seu status especial com os EUA.

A declaração veio na esteira da recente aprovação da Lei de Segurança Nacional na região autônoma da China. 

Segundo o Global Times, um analista de Pequim, que não quis ser identificado, disse que essa poderia ser uma tática de “ambiguidade política”: alertar a Casa Branca que a China poderia interromper as importações de produtos agrícolas e atingir o eleitorado de agricultores de Trump (que não é pequeno). 

EUA deveriam valorizar comércio com China

Analistas acreditam que Donald Trump está “blefando” ao declarar que irá eliminar as isenções que dão a Hong Kong um status especial. 

Segundo Cao Heping, economista da Universidade de Pequim entrevistado pela Global Times, o fim do acordo comercial “quase não teria impacto na cidade, pois Hong Kong importou, em 2019, apenas US$ 490 milhões em produtos dos EUA”.

“Os EUA deviam valorizar o seu comércio com a China em um momento em que protestos violentos e o surto da COVID-19 impediram sua recuperação econômica”, finalizou Cao.

Sun Beiguo, reitor do Instituto Chuanglian de Ciências Agrícolas de Pequim, também acredita que os EUA têm muito a perder, pois as “importações chinesas de soja americana podem atingir 50 milhões de toneladas este ano”.

Afirma que a China não precisa comprar soja dos EUA, pois poderiam “importar do Brasil e da Argentina caso os conflitos China-EUA aumentem”. 

O Brasil é a maior fonte estrangeira de soja para a China, com 65% do total, seguido dos EUA, 19%, e Argentina, 10%.

A soja brasileira tem se tornado cada vez mais atraente por conta da desvalorização do real.  

Lei de Segurança Nacional 

O Parlamento chinês aprovou na quinta-feira (28) a lei de segurança nacional para Hong Kong.

A comunidade internacional, dos Estados Unidos à União Europeia, consideram esta lei uma ameaça aos direitos da região autônoma. 

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos