A Centauro (CNTO3) divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2020, com prejuízo de R$ 102,287 milhões, o que representa 191,47% a menos que os R$ 111,829 milhões de lucro apresentados pela empresa no 2T19.
No primeiro semestre, o prejuízo reportado é de R$ 94,147 milhões, contra lucro de R$ 107,686 milhões do 1S19.
O prejuízo por ação indicado no balanço foi de R$ 0,48. No 1TRI19, havia lucro por ação de R$ 0,61.
No semestre, houve prejuízo por ação de R$ 0,44, contra lucro de R$ 0,58 no 1S19.
As receitas líquidas ficaram em R$ 239,372 milhões no 2TRI20, 56,1% a menos que o apurado no 2TRI19, de R$ 545,533.

Divulgação / Centauro
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EBTIDA negativo
No 2T20, o EBITDA consolidado apontou prejuízo de R$ 46,759 milhões.
No mesmo trimestre de 2019, este dado era positivo e mostrava R$ 175,548 milhões.
A margem EBITDA passou de 32,2%, no 2T19, para 19,5% negativos,no 2T20.
Ou seja, uma diferença negativa de 51,7 pontos percentuais.

Divulgação / Centauro
Operacional
Em contrapartida, as despesas operacionais subiram.
Saíram de R$ 101,565 milhões no 2TRI19 para R$ 130,270 milhões no 2TRI20.
Assim, o prejuízo operacional foi de R$ 105,172 milhões neste trimestre analisado.
Enquanto no 2TRI19, houve lucro operacional de R$ 122,636 milhões.
Análise da Centauro
Segundo escreve o CEO Pedro Zemel, “o resultado financeiro deste trimestre não foi bom”.
Ele emenda, dizendo que nem poderia ser diferente, “considerando a importância das lojas físicas para nosso resultado, inclusive do digital”.
Com a pandemia, as lojas físicas tiveram que ser fechadas pelo poder público e o 2TRI20 foi o auge dessa tentativa de conter o vírus.
A empresa iniciou o trimestre com todas as 211 lojas fechadas. No final de julho, eram 172 em funcionamento.
“Ainda assim, neste cenário desafiador”, seguiu, “pudemos limitar a perda econômica gerando caixa na operação e na companhia e dobrar a receita de nosso canal digital, que já era relevante”.
“Sabemos dos desafios do curto prazo, mas estamos animados com o futuro”, salientou.
Otimista, disse que a empresa vai “recuperar, pouco a pouco, a receita das lojas”.
“E vamos trabalhar duro para avançar na construção do ecossistema de esporte no Brasil”, concluiu.
A Centauro pertence ao Grupo SBF (de Sebastião Bomfim Filho, o fundador).
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