O crescimento nas carteiras de crédito de bancos deve ser de 10,9% em julho, em 12 meses. Na comparação com junho, a alta deve ser de 0,8
É o que conclui pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A Pesquisa Especial de Crédito da Febraban é divulgada mensalmente e ouve bancos que representam entre 38% e 91% do saldo total do sistema de crédito brasileiro, dependendo da linha de financiamento, segundo a Broadcast/Estadão.
A instituição também passa a divulgar, a partir de agora, uma nova pesquisa periódica sobre as estimativas para o crédito em 2020 e em 2021.
O levantamento é feito de acordo com os dados das reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que acontecem a cada 45 dias.
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Carteiras de crédito de bancos voltam a expandir como em 2015
Se a estimativa de crescimento em 10,3% for confirmada, será a primeira vez desde agosto de 2015 que a carteira de crédito voltará a expandir a um ritmo anual de dois dígitos, lembra a Broadcast.
“O resultado reforça o papel desempenhado pelo sistema financeiro durante a crise do novo coronavírus, atendendo às necessidades de liquidez, principalmente das empresas”, diz a Febranban em nota.
A expectativa de crescimento do saldo das carteiras de crédito dos bancos vai de encontro aos números da carteira de crédito destinadas às pessoas físicas e jurídicas, que, segundo a pesquisa, devem crescer 0,9% e 0,7%, respectivamente.
Previsão
Em julho, a previsão é que o crédito para pessoas físicas sofrerá alta de 1,1% da carteira com recursos livres e de 0,7% da carteira direcionada. Em 12 meses, o saldo da carteira de pessoa física total deve apresentar expansão de 8,5%.
“A expectativa de expansão da carteira de pessoa física com recursos livres, captada pela pesquisa, poderá representar a maior alta mensal para a modalidade desde o início da crise, um indício da retomada do consumo pelas famílias”, diz a instituição.
Já para as pessoas jurídicas, o crescimento mensal no crédito aconteceu, em maioria, na carteira com recursos direcionados, cujo saldo deve ter alta 4,5% no mês.
Isso porque a carteira foi beneficiada pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que teve a maior parte de seus recursos liberada em julho.
A variação anual esperada para a carteira de de empresas é de 14,1%, maior taxa de crescimento da carteira desde setembro de 2013, observa a Broadcast.
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