O BTG Pactual (BPAC11) publicou hoje (6) o relatório de análises de ações da Petz (PETZ3). Após a empresa do segmento varejista apresentar resultados sólidos no primeiro trimestre de 2022, a instituição financeira recomendou a compra de ativos da companhia pelo preço-alvo de R$ 26,00.
Segundo o banco, a Petz continua sendo uma das principais escolhas do BTG para o ano. Essa escolha é motivada por quatro fatores:
- exposição ao forte, crescente e fragmentado mercado para serviços e produtos pet;
- oferta de solução one-stop-shop concentrada na experiência de loja;
- crescimento da plataforma omnichannel;
- expansão nacional.

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Petz (PETZ3): resultados sólidos e forte crescimento em vendas
Conforme aponta o relatório, a Petz registrou números sólidos no primeiro trimestre do ano, sobretudo, no que diz respeito às vendas no período. Somente no SSS (vendas em uma mesma loja), a companhia obteve um aumento de 14,1% no ano. Além disso, a empresa abriu 10 novos estabelecimentos, sendo sete deles fora de São Paulo.
Em relação à receita bruta, o documento destaca que, excluindo a Zee.Dog, a companhia cresceu 29% durante o ano, alcançando arrecadação de R$ 693 milhões. Esse resultado está em linha com a estimativa do BTG.
De acordo com o documento, “a receita foi impulsionada pelas vendas de produtos (crescimento de 29% a/a), enquanto as receitas de serviços cresceram 25% a/a, parcialmente impactadas pela pandemia no início do ano”.
Já o canal digital apresentou um forte crescimento, registrando elevação de 41% no ano, o que representa 31,7% das vendas totais. Das vendas virtuais, 67% delas foram realizadas por meio do aplicativo omnichannel.
Com a inclusão da Zee.Dog, o resultado da receita bruta foi mais expressivo: R$ 747 milhões, um aumento de 39% no ano.
Empresa registra pequenas perdas na margem
Durante o primeiro trimestre, excluindo a Zee. Dog, a Petz anotou lucro bruto ajustado de R$ 280 milhões, obtendo um crescimento de 28% (em linha com a previsão do BTG), o que proporcionou uma margem bruta de 40,8%, evidenciado uma leve queda de 30 bps no ano.
Segundo o relatório, essa baixa foi impulsionada, principalmente, pela pressão inflacionária, maior penetração do e-commerce e maior participação das vendas de alimentos”, que registrou 56% de saídas no primeiro trimestre de 2022, contra 54,5% do mesmo período de 2021.
Já o Ebitda ajustado (excluindo Zee.Dog e IFRS16) totalizou R$ 55 milhões de janeiro a março, alcançando uma elevação de 26% no ano. O resultado está acima do previsto pelo BTG, que estimava um lucro de R$ 45 milhões.
No entanto, a margem Ebitda (desconsiderando o IFRS16) foi de apenas 7,9%, configurando uma queda de 20 bps no ano.
Enquanto isso, a Zee.Dog anotou um Ebitda ajustado negativo de R$ 2,9 milhões, o que resultou em um Lucros Antes de Juros Depreciação e Amortização ajustado de R$ 52 milhões.
Conforme aponta o documento, ao passo “que a empresa captura as sinergias da aquisição, a Zee.Dog deve apresentar margens melhores nos próximos trimestres”.
No que diz respeito ao lucro líquido, o valor total (excluindo o IFRS16) foi de R$ 8 milhões, resultado inferior ao apresentado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 11 milhões.






