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BTG Pactual (BPAC11) tem viés positivo para Magazine Luiza (MGLU3) e sua abordagem omnichannel

BTG Pactual (BPAC11) tem viés positivo para Magazine Luiza (MGLU3) e sua abordagem omnichannel

Na semana passada, a equipe do BTG Pactual (BPAC11) realizou uma videoconferência com alguns dos principais executivos do Magazine Luiza (MGLU3) para discutir sua estrutura logística.

Na semana passada, a equipe do BTG Pactual (BPAC11) realizou uma videoconferência com alguns dos principais executivos do Magazine Luiza (MGLU3) para discutir sua estrutura logística.

Participaram do encontro Fabrício Garcia (VP de Operações e Comercial), Decio Sonohara (Diretor Executivo), Roberto Bellissimo (CFO), Luis Kfouri (Diretor de Logística Expressa) e Marcio Chammas (Diretor de Logística).

Na operação 1P o Magazine Luiza já é uma referência, com 53% das entregas em 24 horas a partir de julho (e 70% em 48 horas), muito melhor do que os níveis pré-pandemia, mas também com foco em melhores níveis de serviço em 3P (~100 mil sellers) com o objetivo de taxas de conversão mais altas (em média, entrega expressa, em 1 hora, aumenta as taxas de conversão em 60%) e usando sua abordagem omnichannel para atrair vendedores antes restritos ao canal off-line.

Linha do tempo da logística: M&A + foco tecnológico

Após a compra da empresa de logística/tecnologia Logbee em 2018, em outubro de 2020 a Magazine Luiza divulgou a compra da GFL Logística, uma plataforma de logística de ponta para os players de e-commerce que operam no interior de São Paulo e Minas Gerais.

Naquela época, a GFL estava em cerca de 600 cidades, usando seus 13 centros de cross-docking e +850 motoristas independentes.

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A startup oferece principalmente as seguintes soluções: entrega no mesmo dia e última milha, logística reversa e coleta na primeira milha, com 85% das entregas em 1 dia e 100% em D+2.

O Magazine Luiza comprou simultaneamente uma plataforma de tecnologia chamada SincLog, usada pela GFL e pela +30 players de logística, que gerencia cargas, emite documentos fiscais e fornece informações de carga em tempo real para melhor controlar suas soluções de última milha. Em julho, adquiriu a Sode (plataforma no Nordeste).

“Não descartamos mais aquisições, mas esperamos que use a grande expertise da Luizalabs em tecnologia para tornar sua cadeia logística mais produtiva. O Fulfillment não é o foco nº 1, mas o Magazine Luiza, no entanto, melhorará a oferta para os maiores vendedores e nas maiores cidades”, diz o BTG.

Estratégia tripla para logística do marketplace

Enquanto logística é igual a tecnologia e densidade, outra consequência importante do desenvolvimento de estruturas mais verticalizadas é a busca por taxas de conversão mais altas.

No caso do Magazine Luiza, o BTG sempre disse que as lojas são a chave para a sua operação online 1P, dando-lhe um alcance nacional (= reduzindo custos e tempo de entrega). 50% das vendas online 1P usam lojas (soluções de ship-from-store e click-and-collect), portanto, 25 milhões de pedidos passam por sua operação B&M (lojas físicas).

De 31 hubs e CDs e 1.112 lojas em 2019, terminou o segundo trimestre de 2021 com 185 hubs (e deseja 450 até 2023) e CDs, e mais 1.339 lojas.

O desafio é ampliar seu marketplace, que envolve uma estratégia tripla: (i) Magalu Coletas (iniciado em 2020, apenas em São Paulo e Espírito Santo, mas agora em 15 estados, ou 60% dos pedidos de marketplace), (ii) envios dos sellers (usando PDVs / CDs dos sellers e estrutura de última milha do Magazine Luiza para entregar produtos no mesmo dia, com 300 sellers, em menos de três meses de lançamento) e (iii) vasta base de lojas (1.339 no 2T). 590 lojas já fazem o click-and-collect dos itens vendidos no marketplace (10% dos pedidos), com uma estimativa de 1 mil no final do ano. Lançou também a Agência Magalu, serviço de drop shipping para que os vendedores deixem os produtos nas lojas, antes de serem entregues aos compradores (frete 20% mais barato e prazo de entrega 30-40% mais rápido que os Correios).

O que observar no e-commerce do Magazine Luiza

Apesar de um cenário competitivo de curto prazo no e-commerce brasileiro e de uma base comparativa mais difícil devido ao grande crescimento do ano passado (refletindo a mudança digital dos consumidores), o BTG nota o seguinte: todos os principais players no Brasil (incluindo o Magazine Luiza) investiram muito em níveis de serviço para reduzir tempos de entrega (e custos) nos últimos anos – potencialmente afetando os esforços dos recém-chegados para oferecer uma proposta de valor diferenciada, apesar de uma abordagem mais agressiva para atrair sellers.

Com uma proposta omnichannel, as lojas Magazine Luiza aumentam o reconhecimento da marca (lojas como custo de aquisição do cliente) e atraem sellers (alguns utilizam o canal online pela primeira vez, via Parceiro Magazine Luiza).

Tráfego, variedade e um maior foco nos níveis de serviço continuam a ser chaves para o sucesso das plataformas de ecommerce no Brasil e são a base de nossa tese de consolidação do setor (com o Magazine Luiza como um dos vencedores nos próximos anos), mas é o engajamento do usuário e do vendedor e taxas de conversão mais altas que acabarão por diferenciar estritamente as plataformas de crescimento das plataformas de crescimento e que agregam valor (olhando pelo lado dos acionistas).

“Ainda vemos volatilidade para os players locais de e-commerce no curto prazo (mesmo após a recente correção, com o Magazine Luiza caindo 34% no acumulado do ano), mas reiteramos Magazine Luiza como uma das principais teses estruturais em nosso universo de cobertura”, diz o BTG.

Assim, a recomendação é de compra até R$ 26.