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BTG (BPAC11) mantém cautela para empresas de educação

BTG (BPAC11) mantém cautela para empresas de educação

O banco BTG Pactual (BPAC11) mantém-se cauteloso quanto às empresas do setor educacional. Isso porque o setor ainda enfrenta vários desafios este ano

O banco BTG Pactual (BPAC11) mantém-se cauteloso quanto às empresas do setor educacional. Isso porque, embora os resultados do primeiro trimestre deste ano (1TRI22) tenham vindo melhores do que no 1TRI21, o setor ainda enfrenta vários desafios este ano. O que inclui inflação elevada e ambiente altamente competitivo (prejudicando o ticket médio).

Além disso, influi na expectativa, a falta de uma perspectivas de recuperação em V para o segmento. O que faz com que o banco mantenha recomendação de compra para três empresas: Cruzeiro do Sul (CSED3), Anima (ANIM3) e Vitru.

Por isso, o banco avalia que, apesar do pior já ter passado, ainda há grandes desafios a serem enfrentados ao longo do restante do ano.

Segundo o banco, apesar dos desafios, os resultados do primeiro trimestre das empresas de educação foram melhores do que o esperado, refletindo estimativas de mercado excessivamente pessimistas e base de comparação fraca, com uma captação mais forte e margens maiores.

BTG (BPAC11): resultados absolutos não empolgam

Em termos absolutos, os resultados não empolgaram. Isso se dá por conta de tíquete médio fraco em todos os setores, despesas financeiras maiores, capital de giro pressionado, geração de fluxo de caixa abaixo da média.

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“E os valuations não são exatamente baratas, deixando-nos à margem do setor. Comparado ao Ibovespa (+6% no acumulado do ano), observamos os seguintes desempenhos no acumulado do ano no setor de Educação: : VTRU +22%; COGN +9%; VSTA -4%; ARCE -15%; YDUQ -20%; VIDENTE -21%; AFYA -25%; ANIM -33%; CSED -50%”, relata o BTG.

Ticket médio decepciona

O banco também avaliou que quase todas as empresas avaliadas registraram uma captação maior no primeiro trimestre, com uma recuperação sólida de alunos no presencial e outro trimestre de aceleração consistente na captação no EaD.

Avalia ainda que o maior nível de captação se beneficiou de uma base de comparação fraca, mas o crescimento da captação no EaD ainda foi mais forte para a maioria das empresas.

A YDUQS (YDUQ3) liderou o setor em crescimento orgânico (no local e EaD). Por outro lado, o ticket médio da maioria das empresas decepcionou, refletindo principalmente a forte concorrência no segmento EAD (menor ticket a/a) e descontos para novos alunos.

Os cursos de graduação em medicina continuam aumentando sua participação nos cursos de empresas de ensino superior listadas. Ex-Afya (para quem os cursos de graduação em medicina representam 75% do faturamento), os cursos de medicina representaram, em média, aproximadamente 20% da receita líquida consolidada das empresas, enquanto sua exposição ao EBITDA é ainda maior quando os cursos de medicina são altamente rentáveis. Os resultados também melhoraram na educação básica, apresentando forte reconhecimento de receita e crescimento de margem no trimestre, segundo informa o BTG.