Nos últimos dez anos, o processo de diversificação da Cosan (CSAN3) a transformou de um puro açúcar e etanol em um dos maiores e mais bem-sucedidos conglomerados em operação no Brasil. Conforme os negócios operacionais amadurecem, a Cosan parece pronta para acelerar o crescimento mais uma vez, diz o BTG Pactual (BPAC11) em relatório.
O foco é claramente a agenda ESG, que deve colocar em teste a capacidade da Cosan de fechar bons negócios e sustentar a excelência operacional em novas empresas existentes do portfólio.
Em relatório, o BTG atualizou suas estimativas com a definição de um novo preço teto de R$ 39/ação.
Retenção de desconto versus prêmio de controle
O BTG vê a Cosan sendo negociada com um desconto de 18% em relação ao valor de mercado de suas subsidiárias, considerando os custos de holding e a dívida líquida.
“Acreditamos que a Cosan tem comprovada a capacidade de execução por si só e deve exigir um desconto menor. Mas mais do que isso, nós também acreditamos que ignora um dos principais pilares da Cosan como holding aberta: a capacidade de buscar oportunidades que muitas vezes não estão disponíveis para investidores de capital aberto”, diz o BTG.
O recente caso da Mining JV é um exemplo disso. Mas existem outros. Além disso, a posição de controle da companhia em todas as suas subsidiárias também poderia comandar um prêmio de controle.
Potencial de alta de 66% para Cosan
O EBITDA da Cosan sob controle cresceu em média a um CAGR de 12% desde 2011.
A base capital expandiu em 90% e o ROIC em média 10% nos últimos dez anos.
“E nós esperamos que surja um novo ciclo de crescimento, após o IPO da Raízen, novos negócios na Compass, e o início de um novo ciclo de investimentos por meio do Fundo de Investimento da Cosan”, diz o BTG.
Assim, o banco vê a Cosan negociando a 10x P/2021E, 6,3x EV/2021EBITDA e um rendimento de 10% 2021E FCF, que coloca-a de volta aos mínimos históricos e a torna uma história de transição convincente.
Por fim, a recomendação é de compra para o ativo.





