A B3 (B3SA3) reportou resultados decentes no segundo trimestre de 2021 (2TRI21), segundo o BTG Pactual (BPAC11).
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,3 bilhão (queda de 11% t/t, mas alta de 15% a/a), em linha com as expectativas.
A receita líquida atingiu um valor muito forte de R$ 2,4 bilhões, 1% acima do 1T21 e + 27% a/a.
Os números foram ajudados por uma reversão de provisões, mas mesmo ajustando para isso, as receitas ainda eram 19% mais fortes a/a e 4% acima do consenso.
Embora os volumes na primeira metade do terceiro trimestre tenham desacelerado, o BTG acredita que o estoque é atraente nos níveis atuais.
Desempenhos sólidos de todas as linhas de negócios
O financiamento de ações foi intenso novamente no segundo trimestre, com 13 IPOs e 10 follow-ons.
Por outro lado, o ADTV de ações listadas encolheu para R$ 33 bilhões neste trimestre, queda de 10% t/t, mas alta de 17% a/a.
Conforme sinalizado acima, as receitas foram ajudadas por uma reversão de provisões para uma disputa de imposto no valor de R$ 128 milhões e redução de multas e juros de ISS em provisões no valor de R$ 16 milhões.
Excluindo esses impactos (R $ 144 milhões), as receitas líquidas ainda teriam superado em cerca de 6% as previsões do BTG.
“Também sinalizamos o forte desempenhos t/t em todas as outras linhas de negócios, incluindo o OTC (+ 4% t/t) e segmentos de tecnologia, dados e serviços (+ 5% t/t)”, diz o BTG.
Opex da B3 pior do que o esperado
O Opex da B3 ficou em R$ 749 milhões, alta de 13% t/t e 8% acima do BTG, explicado principalmente pelos ajustes de inflação no acordo coletivo de trabalho, novas contratações e o reconhecimento de despesas extraordinárias e não recorrentes de rescisões de contratos de trabalho (+ R$ 48 milhões).
Para apoiar este ritmo acelerado de expansão dos negócios, a B3 revisou sua orientação para despesas operacionais ajustadas para 2021 em cerca de 5% (de R$ 1,225 bilhão-1,275 bilhão a R$ 1,295 bilhão-1,345 bilhão).
Parceria TOTVS e melhorias recentes
Enquanto isso, em julho a B3 anunciou o investimento na Dimensa (antiga TFS – TOTVS Serviços Financeiros), uma empresa líder em soluções de software de back-office para finanças empresas prestadoras de serviço controladas pela TOTVS.
O investimento, ainda sujeito a aprovações regulatórias, é de R$ 600 milhões e faz parte da estratégia da B3 de expandir sua presença em áreas adjacentes ao núcleo do negócio, com o objetivo de estreitar o relacionamento com os clientes de seu ecossistema.
Avaliação atraente para B3
Ao todo, foi um trimestre decente, diz o BTG.
O terceiro trimestre, por outro lado, começou com a queda do ADTV para R$ 29 bilhões em julho (-22% m/m -1% a/a).
Na verdade, esta época do ano geralmente tem volumes mais baixos (casas de investimento offshore em feriados), mas a ADTV ainda está atrás do que o BTG tem no modelo.
O estoque caiu ~ 25% no acumulado do ano e as expectativas de EPS aumentaram, o que significa que o estoque foi desvalorizado.
Assim, a recomendação é de compra para a B3 com preço teto de R$ 24.