A BR Properties (BRPR3) reportou lucro de R$ 19,94 milhões no segundo trimestre de 2020. Os números refletem um recuo de 65% sobre igual período de 2019, com lucro de R$ 57,07 milhões.
No acumulado de 2020, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 34,32 milhões ante um prejuízo de R$ 110,8 milhões no mesmo período de 2019.
Segundo a companhia, “no segundo trimestre de 2019, o lucro líquido foi impactado pelo efeito não caixa positivo do imposto diferido na venda de propriedades.”
O Ebitda ajustado (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) atingiu R$ 52,08 milhões. Recuo de 27% na comparação com igual período de 2019, com Ebitda de R$ 70,86 milhões.
A Margem Ebitda no trimestre foi de 69%.
Já nos seis primeiros meses de 2020 o Ebitda ajustado foi de R$ 105,69 milhões.
Receita da BR Properties
A BR Properties registrou no segundo trimestre de 2020 receita líquida de R$ 75,5 milhões.
Isso representa uma queda de 23% frente o segundo trimestre de 2019, com receita de R$ 98,14 milhões.
No ano, a companhia teve um incremento de R$ 151,4 milhões nas receitas líquidas.
Resultado Financeiro
A despesa financeira líquida ajustada para o segundo trimestre de 2020 foi de R$ 5,6 milhões.
Isso reflete uma redução de 92% em relação ao segundo trimestre de 2019, com R$ 66,21 milhões.
De acordo com a BR Properties, “este resultado é fruto do trabalho desenvolvido nos últimos anos pela Companhia em sua estrutura de capital, a partir das vendas de propriedades non-core, aumento de capital e liquidação de um montante expressivo de sua dívida, proporcionando assim forte desalavancagem financeira”.
Além disso, a companhia ressalta que conseguiu uma expressiva redução do custo médio de sua dívida.
Em 30 de junho de 2020, a companhia tinha uma dívida líquida de R$465,9 milhões e uma posição de caixa de R$1,27 bilhões.
Recompra de ações
A BR Properties divulgou nesta quarta-feira (5) que irá recomprar até 11 milhões de ações ordinárias no prazo de até 5 de fevereiro de 2022.
Segundo o comunicado ” O objetivo do Programa de Recompra de Ações é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”.
A diretoria decidirá o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas, seja em uma única operação ou em uma série de operações.
A operação será intermediada pelas corretoras do Itaú e do Credit Suisse.
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