A BR Distribuidora (BRDT3) está movendo uma ação extrajudicial contra um aplicativo de delivery de combustível.
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Segundo informações do Estadão/Broadcast, o alvo da ação da BR Distribuidora é o app GOfit.
O motivo alegado pela empresa é que o aplicativo de delivery teria feito a divulgação de uma propaganda em que acusa os postos tradicionais de cobrarem preços abusivos.
BR Distribuidora nega preços abusivos
A alegação da BR Distribuidora, privatizada em 2019, é de que ganhou destaque no mercado justamente “por sua atuação pautada pelas melhores práticas comerciais, concorrenciais, de ética e respeito ao consumidor, exigindo a mesma postura da revenda com sua bandeira e do mercado em geral, inclusive dos concorrentes”.
“É inverídica a afirmação a respeito de cobranças de preços abusivos por parte de marcas tradicionais”, disse a BR, em sua defesas.
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GOfit se diz surpresa com ação
A propaganda da GOfit tem como protagonista Débora Secco.
No vídeo questionado pela BR Distribuidora, a atriz afirma que a GOfit “leva combustível com a garantia reconhecida de qualidade a preço justo até os bairros dominados pelos postos de marcas tradicionais que cobram preços abusivos”.
Em sua defesa, o app de delivery, que faz parte do grupo Manguinhos e atende a três bairros do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca, Recreio e Vargem Grande), diz que foi surpreendido pela ação e que não vai tirar a propaganda do ar.
Segundo a GOfit, além de manter o atual comercial no ar, vai ampliá-lo e intensificar a divulgação do material.
“A GOfit mantém, sim, o que disse em sua propaganda aos consumidores: o preço cobrado pela concorrência é abusivo. E esse é um dado objetivo. Em média, o litro da gasolina distribuída pelo app vindo de postos de bandeira branca custa R$ 0,30 a menos do que os concorrentes nos mesmos bairros”, comentou a a empresa, em nota.
O que diz a ANP
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, por meio de nota, “que o serviço de entrega de combustível a domicílio continua em fase de teste, cujo prazo é de seis meses, a partir de meados de março”.
Segundo a ANP, “só após o término do período de testes a ANP vai decidir se dá ou não a autorização permanente”.




