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Bolsonaro não vai mais dar desconto na conta de luz de igrejas

Bolsonaro não vai mais dar desconto na conta de luz de igrejas

Presidente recuou na decisão de subsidiar os gastos com energia dos templos depois da equipe econômica negar a concessão do benefício

Depois de propor uma mudança na cobrança da conta de luz de templos religiosos, subsidiando os gastos, o presidente Jair Bolsonaro voltou atrás. Nesta semana, ele afirmou que estão suspensas as negociações para criar o benefício.

A posição do presidente foi revelada depois da equipe econômica do seu governo rejeitar a proposta de decreto apresentada. Segundo Bolsonaro, a medida é viável e o impacto financeiro seria mínimo. “O impacto seria mínimo na ponta da linha, mas a política da economia é não ter mais subsídio”, explicou.

O objetivo do governo era diminuir a conta de luz dos consumidores conectados à alta tensão – ou seja, os de maior demanda, como catedrais e basílicas. Essas edificações pagam valores mais altos nos horários de ponta – o custo pode aumentar até 300%. O decreto do presidente previa tarifas mais baratas no horário de ponta para as igrejas.

No entanto, desde 2015, o Tesouro não paga qualquer subsídio no setor elétrico. Para bancar a despesa, a alternativa em estudo era cobrar mais de outros consumidores, via encargo chamado Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).