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Bolsonaro afirma em entrevista que coronavírus preocupa bastante

Bolsonaro afirma em entrevista que coronavírus preocupa bastante

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena da Rádio Bandeirantes, nessa manhã de segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que se preocupa bastante com a crise causada pelo novo coronavírus, conhecido como Covid-19.

Datena, que pode vir a ser candidato à prefeitura de São Paulo pelo MDB, questionou o presidente sobre as manifestações ocorridas nesse domingo (15), que teve participação efetiva de Bolsonaro, chegando a ir até o povo cumprimentar algumas pessoas.

Bolsonaro rompeu a recomendação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), de isolamento até que se tire todas as dúvidas se o presidente está ou não infectado.

“Não convoquei o movimento e tenho obrigação moral de saudar o povo”, disse Bolsonaro ao jornalista, no programa 90 Minutos da rádio.

“Não vou viver preso dentro do Alvorada. Se eu resolvi apertar a mão do povo, é um direito meu, eu vim do povo. Tenho obrigação de saudar o povo”, reiterou. Bolsonaro deixou claro que o novo coronavírus preocupa bastante.

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Contaminação e manifestações

“Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha. Ninguém tem nada a ver com isso”, declarou. Datena, porém, o questionou sobre o isolamento.

De acordo com matéria do Estadão, o presidente teve contato com ao menos 272 pessoas, manuseou ao menos 128 celulares e cumprimentou 140 pessoas, potencializando o risco de contaminação de todos esses militantes.

Bolsonaro tentou explicar que não convocou ninguém a se manifestar e lembrou de sua mais recente live, na quinta-feira (12): “primeiro, meu pronunciamento em rede nacional na quinta-feira foi para o pessoal repensar. Eu não tenho poder para impedir o povo de não fazer nada. Afinal de contas, eu sou escravo da vontade do povo brasileiro”.

E tentou também se afastar dos movimentos anti-democráticos vistos em faixas e gritos: “não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Não houve protesto nenhum. Eles estavam, em grande parte, fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final. Não convoquei ninguém para ir”.

“Por volta de 11:30h da manhã, saí para dar uma olhada no que estava acontecendo na rua, numa comitiva minha, e depois fui para a Presidência da República. De dentro da Presidência da República, o povo se avolumou do lado de fora, e eu cheguei e comecei a conversar”, explicou.

“Batendo o tempo todo”

Segundo Bolsonaro, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão “batendo o tempo todo” no presidente.

“Estou sozinho, no canto, apanhando de todo mundo. Grande parte da mídia, não são todos, alguns governadores, os chefes do Poder Legislativo, da Câmara e do Senado, batendo o tempo todo. É uma luta de poder”.

Mesmo com a crítica, ele disse ter interesse em conversar com ambas as Casas Legislativas para combater a crise: “estou disposto a conversar com Maia e Alcolumbre, porque a solução tem que sair de nós”.

Crescimento da economia

O presidente acredita que há um exagero no dimensionamento da crise do coronavírus: “agora, está havendo sim, existe o perigo, mas está havendo um superdimensionamento desta questão. Nós não podemos parar a economia”.

Para ele, a economia brasileira, com essa questão mundial do Covid-19, não deve crescer nem 2% este ano.

Rodrigo Maia, logo que se encerrou a entrevista do presidente, também falou com o programa e foi entrevistado por Datena. Sobre a questão econômica, discordou de Bolsonaro: “vai ser um impacto muito forte. Como faremos para as empresas não demitirem? Economistas recuaram de 1,4% na semana passada e agora preveem crescimento zero, nas próximas semanas vamos ter uma visão melhor” de como a epidemia poderá impactar a economia.

Maia procurou não entrar em atrito com o Poder Executivo e disse que a “discussão sobre orçamento impositivo é secundária, hoje precisamos superar a crise do coronavírus”.

“Temos que dar todos os recursos para o ministro Mandetta trabalhar”, disse.

E clamou para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da República olhem para a questão social. Segundo Maia, como o trabalhador informal vai para a quarentena?”, referindo-se a motoristas de aplicativos, entregadores de comida, empregadas domésticas etc., que dependem do trabalho diário. Para ele, essa gente precisa ser amparada pelo governo.

O presidente da Câmara disse ainda que é preciso injetar dinheiro na saúde e na economia. “Ninguém vai dizer que a gente se endividou numa situação dessas”, ressaltou.

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