A bolsa de valores começou a semana subindo 0,87%, renovando máximas na última hora e meia de pregão, e fechando a 122.937,87 pontos (chegou a passar dos 123 mil), na contramão de Nova York, que viu seus principais índices murcharem e encerrarem o dia no vermelho.
É uma semana que guarda fortes emoções no campo político nacional, com os depoimentos do ex-Chanceler Ernesto Araújo, nesta terça-feira (18) e do ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, no dia seguinte. O medo de Pazuello é tamanho que ele teve que recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a possibilidade de ficar calado diante dos senadores hostis ao governo.
No campo da economia, a ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), será divulgada na quarta-feira (19), dando ideia de como a maior economia do mundo vai lidar com a alta da inflação.
Mesmo assim, a bolsa brasileira se viu impulsionada pelas altas das cotações internacionais de matérias-primas, em especial o minério de ferro e o petróleo, que levaram Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 PETR4) para cima (mesmo que nada excepcional) e ajudou a sustentar o índice. Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) também pegaram embalo.
Já o ouro, com o dólar cambaleando, fechou no maior valor em quatro meses, a US$ 1.867,60, alta de 1,60%.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 121.680,47 pontos (-0,16%); e na máxima, 123.074,21 pontos (+0,98%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 26,910 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (17): +0,87% (122.937,87 pontos)
- semana: +0,87%
- maio: +3,40%
- 2021: +3,29%
Dólar
O dólar começou a semana com leve queda. A moeda norte-americana perdeu 0,09%, valendo R$ 5,2663.
- segunda-feira (17): -0,09% a R$ 5,2663
- semana : -0,09% a R$ 5,2663
Euro
- segunda-feira (17): -0,08% a R$ 6,4018
- semana: -0,08% a R$ 6,4018
Criptomoedas*
- Bitcoin: -1,68% a R$ 232.831,59
- Ethereum: -0,10% a R$ 17.842,57
- Binance: -4,30% a R$ 2.742,20
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
As ações em Wall Street caíram nesta segunda-feira (17), ajustando os fortes ganhos das duas últimas sessões, que por sua vez recuperaram as fortes perdas, pós-anúncio da inflação nos Estados Unidos.
Nikolaos Panigirtzoglou, diretor-gerente do JPMorgan, disse em uma nota publicada pela CNBC, que “os eventos da semana passada não são apenas um sinal de alerta de como a inflação pode se tornar desconfortável, é também um sinal de como as ações ficaram overbought”.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,8% em abril, ante projeção de 0,3%. Comparativamente, em março, o avanço foi de 0,6%.
A variação anual é de 4,2%, quando o mercado aguardava 3,6%. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,9%, quando a projeção era de 0,3%.
Os dados foram divulgados na quarta-feira (12).
A ata do Fed de sua última reunião, que será divulgada na quarta-feira (19), pode oferecer algumas pistas sobre o pensamento dos legisladores sobre a inflação. Vão apertar a política ou mantê-la afrouxada?
Na Europa, os mercados fecharam em queda, nos balcões mais importantes.Não dá para culpar nem os da Ásia-Pacífico, que fecharam mistos.
A pandemia continua sendo uma preocupação importante para os investidores à medida que as economias reabrem. E não podia ser diferente, com a Índia relatando em torno de quatro mil mortes diárias e mais de 300 mil novos casos por dia há duas semanas.
Em compensação, o Reino Unido está flexibilizando suas restrições, com pubs e restaurantes programados para reabrir aos clientes para refeições. Museus e cinemas também podem reabrir.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu uma abordagem cautelosa para o desbloqueio, no entanto, depois de alertar que a propagação da variante indiana poderia ameaçar uma flexibilização ainda maior em 21 de junho.
Em Portugal, a vida praticamente voltou ao normal, com o país conseguindo eficácia acima da média europeia no combate à doença, baseado em restrições rígidas e vacinação.
O presidente dos Estados Unidos prometeu andar com o plano de distribuir no total 80 milhões de doses excedentes de seu país para outra nações, sem detalhar quais. As vacinas seriam da Moderna, Pfizer e Johnson & Johnson e AstraZeneca.
Além disso, a China anunciou que apoia os Estados Unidos no pedido de quebra de patentes para imunizantes.
Nova York
- S&P: -0,25%
- Nasdaq: -0,38%
- Dow Jones: -0,16%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): -0,26%
- DAX (Alemanha): -0,13%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,15%
- CAC (França): -0,28%
- IBEX 35 (Espanha): +0,11%
- FTSE MIB (Itália): +0,39%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,78%
- SZSE Component (China): +1,74%
- China A50 (China): +1,53%
- DJ Shanghai (China): +0,89%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,47%
- SET (Tailândia): -0,02%
- Nikkei (Japão): -0,92%
- ASX 200 (Austrália): +0,13%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,60%
Brasil: ambiente político e econômico
A coluna de Bela Megale do jornal O Globo nesta segunda-feira (17) afirma que, caso o ministro da Economia, Paulo Guedes, não consiga viabilizar a agenda de reformas e as privatizações, ele não pretende continuar na equipe de ministros em um possível segundo mandato de Jair Bolsonaro (sem partido)
Sua missão seria “entregar um país democrático”, teria afirmado a pessoas próximas.
O IPC-S de 15 de maio de 2021 subiu 0,45% e acumula alta de 7,60% nos últimos 12 meses, informa FGV-Ibre (Fundação Getúlio Vargas – Instituo Brasileiro de Economia).
Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação.
A maior contribuição partiu do grupo Habitação (0,56% para 0,90%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar, segundo o FGV-Ibre, o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 1,23% para 3,14%.
O Boletim Focus divulgado hoje traz nova projeção de alta para a inflação em 2021 e também para o PIB.
O IPCA, indicador oficial de inflação do país, vai, de acordo com as projeções do mercado, de 5,06% estimado na semana passada, para 5,15%. É a sexta alta consecutiva.
O Produto Interno Bruto (PIB) também tem alta, na projeção do mercado, de 3,21% da semana anterior, para 3,45%.
A taxa de câmbio teve recuo, de R$ 5,35 para R$ 5,30. Entretanto, para 2022, o câmbio baixou, de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Já o Monitor do PIB, calculado pela FGV, aponta crescimento de 1,7% na atividade econômica no 1º trimestre, em comparação ao 4º trimestre de 2020 e retração de 2,1% em março, em comparação a fevereiro. Na comparação ano a ano, a alta é de 1,6% no 1º trimestre e de 5,2% em março.
De acordo com Claudio Considera, coordenador da pesquisa, o desempenho positivo da economia no 1º trimestre surpreendeu. “Este crescimento foi observado tanto nos três grandes setores de atividade, quanto nos componentes da demanda. No entanto, na comparação mensal, o fraco desempenho de março, frente a fevereiro mostra a fragilidade deste crescimento dado o acirramento das medidas de isolamento social em diversas cidades brasileiras”, ele afirma.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 50 subiram, 2 ficaram estáveis (ENBR3 e BEEF3) e as outras 32 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 113,46 (+2,62%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,66 (+1,45%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 28,98 (-0,07%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 25,00 (+0,44%)
- JBS (JBSS3): R$ 30,46 (-0,85%)
Maiores altas
- JHSF (JHSF3): R$ 7,53 (+4,87%)
- Gerdau (GGBR4): R$ 35,40 (+3,48%)
- Iguatemi (IGTA3): R$ 43,04 (+3,21%)
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 115,87 (+3,18%)
- Braskem (BRKM5): R$ 53,76 (+3,15%)
Maiores baixas
- Totvs (TOTS3): R$ 30,37 (-2,06%)
- Magazine Luiza (MGLU3): R$ 18,86 (-1,51%)
- B3 (B3SA3): R$ 17,58 (-1,51%)
- SulAmérica (SULA11): R$ 32,77 (-1,41%)
- B2W (BTOW3): R$ 58,50 (-1,37%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +1,07% (53.099,86 pontos)
- IBrX 50: +1,15% (20.745,91 pontos)
- IBrA: +1,11% (5.002,68 pontos)
- SMLL: +1,17% (2.973,07 pontos)
- IFIX: -0,53% (2.811,10 pontos)
- BDRX: -0,39% (12.582,16 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (julho)/barril
- segunda-feira (17): +1,09% (US$ 69,46)
- semana: +1,09% (US$ 69,46)
Petróleo WTI (junho)/barril
- segunda-feira (17): +1,38% (US$ 66,27)
- semana: +1,38% (US$ 66,27)
Ouro (junho)/onça-troy
- segunda-feira (17): +1,60% (US$ 1.867,60)
- semana: +1,60% (US$ 1.867,60)
Prata (julho)/onça-troy
- segunda-feira (17): +3,42% (US$ 28,30)
- semana: +3,42% (US$ 28,30)
Com Wisir Research, BDM e CNBC






