A bolsa de valores lutou bastante nesta quinta-feira (22), oscilando, entre perdas e ganhos. Chegou a cair durante a manhã, se recuperou à tarde, acompanhando os índices positivos em Nova York, e acabou mesmo ao redor da estabilidade, com mais 0,17%. O índice fechou com 126.146,66 pontos.
O ambiente político conturbado no Brasil e os dados do emprego nos Estados Unidos contribuíram.
Na terra do Tio Sam, os pedidos de seguro-desemprego vieram piores do que a projeção. Na Europa, a política monetária não foi alterada pelo Banco Central local.
E no Brasil… bem, no Brasil, os ventos de ruptura da ordem democrática e institucional sopram mais fortes, depois de uma reportagem-bomba de O Estado de S. Paulo. Não que tenha feito tanta diferença assim para os agentes do mercado financeiro, mas é um ponto de atrito importante.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 125.416,39 pontos (-0,41%); e na máxima, 126.427,65 pontos (+0,40%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 21,800 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (19): -1,24% (124.394,57 pontos)
- terça-feira (20): +0,81% (125.401,36 pontos)
- quarta-feira (21): +0,42% (125.929,25 pontos)
- quinta-feira (22): +0,17% (126.146,66 pontos)
- semana: +0,15%
- julho: -0,52%
- 2021: +5,98%
Juros
- D1F22: +0,05 p.p. para 5,83%
- D1F23: +0,06 p.p. para 7,20%
- D1F24: +0,02 p.p. para 7,79%
- D1F25: -0,02 p.p. para 8,11%
- D1F26: -0,04 p.p. para 8,33%
- D1F27: -0,04 p.p. para 8,55%
- D1F28: -0,06 p.p. para 8,70%
- D1F29: -0,05 p.p. para 8,84%
- D1F30: +0,00 p.p. para 9,05%
- D1F31: -0,04 p.p. para 9,09%
Dólar
O dólar continua na gangorra e nesta quinta subiu. A moeda norte-americana ganhou 0,41% e passou a valer R$ 5,2130.
- segunda-feira (19): +2,64% a R$ 5,2506
- terça-feira (20): -0,37% a R$ 5,2311
- quarta-feira (21): -0,76% a R$ 5,1916
- quinta-feira (22): +0,41% a R$ 5,2130
- semana: +1,92%
Euro
- segunda-feira (19): +2,62% a R$ 6,1962
- terça-feira (20): -0,76% a R$ 6,1492
- quarta-feira (21): -0,49% a R$ 6,1192
- quinta-feira (22): -0,49% a R$ 6,1192
- semana: +1,51% a R$ 6,1192
Criptomoedas*
- Bitcoin: +3,84% a R$ 167.540,43
- Ethereum: +5,89% a R$ 10.493,43
- Tether: +1,87% a R$ 5,19
- Cardano: +4,72% a R$ 6,17
- Binance: +4,43% a R$ 1.526,84
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os índices ficaram positivos nesta quinta, embora os ganhos tenham sido bem maiores durante o dia. Faltou firmeza. E faltou convicção. Dados econômicos e expectativas para a reunião do Federal Reserve, na próxima semana, fizeram os investidores se equilibrarem na dúvida.
Os novos pedidos por seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram na semana que se encerrou no dia 17 de julho, atingindo 419 mil reivindicações. O resultado significa um acréscimo de 51 mil pedidos com relação à semana anterior.
Na semana anterior, o Departamento de Trabalho norte-americano reviu o número de pedidos de 360 mil para 368 mil, ganhando um acréscimo de 8 mil pedidos novos.
Os dados do auxílio desemprego são um importante indicativo para a formação da política monetária por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, que se reunirá semana que vem para rediscutir os rumos da política monetária.
Os investidores voltaram às suas ações favoritas de tecnologia à medida que o otimismo sobre o setor cresce frente aos poderosos balanços que virão na próxima semana, e diante de incertezas de setores mais tradicionais, já que a variante delta, originada na Índia, anda causando novos estragos nos EUA.
O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu para 1,25% com os dados ruins de empregos. A taxa caiu para o menor índice em 5 meses, o que assustou os investidores apegados ao risco.
Na Europa, após reunião de dois dias, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje sua decisão de manter inalterada a política monetária, com os juros entre -0,5% (taxa de depósitos) e 0% (refinanciamento), e o volume de compras de ativos em 1,85 trilhão de euros.
Segundo o BCE, os juros seguirão nos níveis atuais até que inflação atinja 2%.
“Com vista a apoiar o seu objetivo simétrico de inflação de 2% no médio prazo e em consonância com a sua estratégia de política monetária, o conselho do BCE espera que as taxas de juro diretoras do BCE permaneçam nos níveis atuais ou em níveis inferiores até observar que a inflação atinge 2%”, afirma o comunicado.
Nova York
- S&P: +0,20%
- Nasdaq: +0,36%
- Dow Jones: +0,07%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,80%
- DAX (Alemanha): +0,60%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,43%
- CAC (França): +0,27%
- IBEX 35 (Espanha): +0,64%
- FTSE MIB (Itália): +0,53%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,34%
- SZSE Component (China): +0,33%
- China A50 (China): +0,08%
- DJ Shanghai (China): +0,28%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,84%
- SET (Tailândia): +0,75%
- Nikkei (Japão): feriado
- ASX 200 (Austrália): +1,06%
- Kospi (Coreia do Sul): +1,07%
Brasil: ambiente político e econômico
O ambiente político no Brasil só se deteriora. Hoje, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o general Walter Braga Netto enviou um interlocutor para falar com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e avisar que não haverá eleições em 2022 se não houver o tal “voto auditável”, ou o voto impresso, ainda em discussão na Casa Legislativa, que está em recesso.
A tendência é que a votação na comissão criada para avaliar o projeto, que deve ocorrer dia 5 de agosto, não aprove mudanças na eleição de 2022. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), é o maior defensor da mudança. Mas ele deve perder essa batalha.
Sabendo disso, segue tumultuando o ambiente dizendo que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude e que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas. Bolsonaro não apresentou provas de nenhuma acusação e não dá indícios de que um dia as apresentará.
Braga Netto, diante da repercussão, tirou o corpo fora e disse que o jornal inventou a matéria. O diretor de jornalismo do Grupo Estado, porém, foi ao Twitter reafirmar o que foi publicado:
Diante das diversas reações, considero importante reafirmar na íntegra o teor da reportagem publicada hoje no Estadão sobre os diálogos do ministro da Defesa. O compromisso inabalável do Estadão segue sendo a qualidade jornalística e o respeito ao Estado de Direito https://t.co/E9J8wElFb6
— Joao Caminoto (@caminoto) July 22, 2021
Hoje, Arthur Lira disse, na mesma rede social, que vai ter eleição, sim.
A despeito do que sai ou não na imprensa, o fato é: o brasileiro quer vacina, quer trabalho e vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem através do voto popular, secreto e soberano.
— Arthur Lira (@ArthurLira_) July 22, 2021
Alguns veículos de imprensa, ao repercutir a matéria do Estadão, noticiaram que Lira foi pessoalmente até Bolsonaro dizer que está com ele “até o fim”, mesmo que isso signifique perder as eleições de 2022, quando o deputado tentará um novo mandato, mas não aceitará nenhuma aventura golpista.
Acontece que a fala de Lira não conseguiu conter a fúria de congressistas de todos os lados do espectro político.
O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), foi em defesa de Lira, mas muitos se mostraram indignados com Braga Netto:
Numa Democracia não são os militares que dizem se tem e como tem eleição. Quem faz é a CF. O presidente Arthur Lira já demarcou que está ao lado da Democracia e da Constituição. A publicidade do fato é importante pra sociedade e os Poderes reagirem a tamanha insensatez.
— Marcelo Ramos (@marceloramosam) July 22, 2021
O PSDB soltou nota, que pode ser resumida em poucas linhas: “haverá eleições em 2022 conforme os ritos estabelecidos e determinados pela Constituição Federal. O Brasil tem instituições e Povo capazes de manter o equilíbrio democrático. O PSDB seguirá firme onde sempre esteve: na defesa da Democracia e da Liberdade”.
Haverá eleições em 2022 conforme os ritos estabelecidos e determinados pela Constituição Federal. O Brasil tem instituições e Povo capazes de manter o equilíbrio democrático. O PSDB seguirá firme onde sempre esteve: na defesa da Democracia e da Liberdade.
— PSDB 🇧🇷 (@PSDBoficial) July 22, 2021
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, exigiu explicações: “o ministro da Defesa, gal de reserva Braga Netto, e o presidente da Câmara, tem de explicar essa ameaça à democracia. Grave essa militância política do comando das FFAA. Ao invés de defender o país, o ameaçam?! A Câmara tem de aprovar a convocação do general pretendente a ditador”.
O ministro da Defesa, gal de reserva Braga Netto, e o presidente da Câmara, tem de explicar essa ameaça à democracia. Grave essa militância política do comando das FFAA. Ao invés de defender o país, o ameaçam?! A Câmara tem de aprovar a convocação do general pretendente a ditador pic.twitter.com/wuaYz8qYSZ
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) July 22, 2021
Até ex-apoiadores, que vestiram a camisa de Bolsonaro na campanha de 2018, ficaram enfurecidos com a sanha golpista. Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) criticou as Forças Armadas: “Braga Neto manda recado para o Congresso: “Sem voto impresso, sem eleição!” Queria saber se já é o golpe de 2022 sendo ensaiado e se as FFAA, que tanto defendi, será palco para extremistas, bandidos, corruptos e milicianos se apresentarem(?). #ForaBolsonaro”
Braga Neto manda recado para o Congresso: “Sem voto impresso, sem eleição!” Queria saber se já é o golpe de 2022 sendo ensaiado e se as FFAA, que tanto defendi, será palco para extremistas, bandidos, corruptos e milicianos se apresentarem(?). #ForaBolsonaro
— Professora Dayane Pimentel (@deppimentel) July 22, 2021
O governador João Dória (PSDB-SP), apoiador em 2018 e depois arquirrival do presidente, foi bem direto: “não serão ameaças golpistas e autoritárias que vencerão a democracia brasileira. Nossas instituições são sólidas. Teremos eleições em 2022”.
Não serão ameaças golpistas e autoritárias que vencerão a democracia brasileira. Nossas instituições são sólidas. Teremos eleições em 2022.
— João Doria (@jdoriajr) July 22, 2021
O Brasil, o mercado incluído, esperam que sim. Estabilidade é regra de ouro nos negócios.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 53 subiram, 2 ficaram estáveis (CIEL3 e CVCB3) e 29 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 114,70 (+0,26%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,90 (-0,22%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 24,20 (-0,78%)
- B3 (B3SA3): R$ 16,50 (+0,92%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,10 (-1,02%)
Maiores altas
- Locaweb (LWSA3): R$ 27,85 (+5,49%)
- Marfrig (MRFG3): R$ 20,13 (+3,34%)
- Cosan (CSAN3): R$ 27,20 (+3,19%)
- Totvs (TOTS3): R$ 38,10 (+2,31%)
- Hypera (HYPE3): R$ 35,30 (+2,29%)
Maiores baixas
- Banco Inter (BIDI11): R$ 82,79 (-2,49%)
- Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 35,16 (-1,95%)
- IRB Brasil (IRBR3): R$ 5,91 (-1,50%)
- Banco do Brasil (BBAS3): R$ 31,95 (-1,48%)
- Azul (AZUL4): R$ 40,20 (-1,33%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +0,17% (54.685,91 pontos)
- IBrX 50: +0,18% (21.259,34 pontos)
- IBrA: +0,32% (5.152,97 pontos)
- SMLL: +0,63% (3.114,37 pontos)
- IFIX: -0,13% (2.834,13 pontos)
- BDRX: +0,80% (13.458,17 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (setembro)/barril
- segunda-feira (19): -6,75% (US$ 68,62)
- terça-feira (20): +1,06% (US$ 69,35)
- quarta-feira (21): +4,15% (US$ 72,23)
- quinta-feira (22): +2,16% (US$ 73,79)
- semana: +0,62% (US$ 73,79)
Petróleo WTI (setembro)/barril
- segunda-feira (19): -7,28% (US$ 66,35)
- terça-feira (20): +1,28% (US$ 67,20)
- quarta-feira (21): +4,61% (US$ 70,30)
- quinta-feira (22): +2,29% (US$ 71,91)
- semana: +0,90% (US$ 71,91)
Ouro (setembro)/onça-troy
- segunda-feira (19): -0,37% (US$ 1.809,20)
- terça-feira (20): -0,02% (US$ 1.808,65)
- quarta-feira (21): -0,47% (US$ 1.802,95)
- quinta-feira (22): +0,12% (US$ 1.804,40)
- semana: -0,74% (US$ 1.804,40)
Prata (setembro)/onça-troy
- segunda-feira (19): -2,64% (US$ 25,12)
- terça-feira (20): -0,74% (US$ 24,96)
- quarta-feira (21): +1,11% (US$ 25,27)
- quinta-feira (22): +0,79% (US$ 25,45)
- semana: -1,48% (US$ 25,45)
Com Wisir Research, BDM e CNBC






