A bolsa de valores fechou a primeira semana de setembro em queda de 3,10% . Já no pregão desta sexta-feira (3) o Ibovespa encerrou o dia positivo em 0,22% indo a 119.395,60 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 28,76 bilhões.
O Ibovespa oscilou durante a manhã, no início do pregão, após abrir em alta. O cenário doméstico continua preocupante, com contínuas incertezas e com investidores repercutindo também dados do mercado de trabalho norte-americano, payroll, que veio abaixo das expectativas.
O Ibovespa busca recuperação depois da forte queda de 2,28% ontem (2), motivada pela aprovação na Câmara dos Deputados do texto da reforma do imposto de renda. Os deputados aprovaram um destaque do partido Republicanos que diminui, de 20% para 15%, a alíquota do imposto de renda retido na fonte dos lucros e dividendos distribuídos pelas empresas aos acionistas.
O mercado, que esperava que fosse mantida a isenção, reagiu negativamente. Para as novas regras entrarem em vigor, ainda é necessária aprovação do projeto pelo Senado Federal e posterior sanção do presidente Jair Bolsonaro.
Outro dado que desanimou o investidor foi a produção industrial, que recuou 1,3% na passagem de junho para julho. O resultado veio pior do que a projeção de queda de 0,5%.
Hoje saiu o resultado do PMI de serviços que subiu de 54,4 em julho para 55,1 em agosto. O PMI composto (que une indústria e serviços) caiu de 55,2 para 54,6 pontos.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (30): -0,78% (119.739,96 pontos)
- terça-feira (31): -0,80% (118.781,03 pontos)
- quarta-feira (1º): +0,52% (119.395,60 pontos)
- quinta-feira (2): -2,28% (116.677,08 pontos)
- sexta-feira (3): +0,22% (116.933,24 pontos)
- semana: -3,10%
- setembro: -1,56%
Dólar
O dólar fechou nesta sexta próximo da estabilidade. A moeda norte-americana ganhou 0,01% e passou a valer R$ 5,183.
- segunda-feira (30): -0,12% a R$ 5,1893
- terça-feira (31): -0,34% a R$ 5,1719
- quarta-feira (1º): +0,20% a R$ 5,1824
- quinta-feira (2): +0,03% a R$ 5,1832
- sexta-feira (3): +0,03% a R$ 5,184
- semana: -0,2%
Euro
- segunda-feira (30): -0,34% a R$ 6,1145
- terça-feira (31): -0,57% a R$ 6,0797
- quarta-feira (1º): +1,00% a R$ 6,1403
- quinta-feira (2): +0,35% a R$ 6,1621
- sexta-feira (3): +0,06% a R$ 6,157
- semana: +0,25%
Criptomoedas*
- Bitcoin: +3,57% a R$ 261.321,94
- Ethereum: +5,60% a R$ 20.413,85
- Tether: +1,89% a R$ 5,19
- Cardano: +2,37% a R$ 15,48
- Binance: +2,6% a R$ 2.538,60
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os mercados futuros de Nova York oscilam perto da estabilidade depois do resultado ruim do payroll.
O payroll, principal indicador econômico da semana, decepcionou: apontou a criação de 235 mil vagas nos EUA em agosto, quando a expectativa era por 750 mil. A taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,2%, dentro da projeção.
O resultado reforça a tese de que o mercado de trabalho norte-americano ainda não mostrou recuperação consistente a ponto de o Federal Reserve reduzir suas compras de ativos mensais – atualmente em US$ 120 bilhões ao mês.
Da China vem a notícia de que o PMI (Índice dos Gerentes de Compras na sigla em inglês) de Serviços recuou de 54,9 para 46,7 pontos em agosto. O dado complementa o PMI industrial chinês, que também teve recuo e sinaliza uma desaceleração da atividade no país.
Na zona do euro, também PMI abaixo das expectativas: o de serviços ficou em 59 pontos, com recuo ante 59,8 de julho, e abaixo da projeção de 59,7 pontos. O PMI composto, que une indústria e serviços, também ficou em 59, quando se esperava 59,5 pontos.
Nova York
- S&P 500: -0,03%
- Nasdaq: +1,3%
- Dow Jones: -0,21%
Europa
- Euro Stoxx 50 (Europa): -0,71%
- DAX (Alemanha): -0,37%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,36%
- CAC (França): -1,08%
- IBEX 35 (Espanha): -1,31%
- FTSE MIB (Itália): -0,36%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): -0,43%
- SZSE Component (China): -0,68%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,72%
- SET (Tailândia): +0,16%
- Nikkei (Japão): +2,05%
- ASX 200 (Austrália): +0,50%
- Kospi (Coreia do Sul): +0,79%
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 41 subiram, 3 ficaram estáveis e 40 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 98,61 (+0,07%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,33 (-1,02%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,77 (-0,57%)
- B3 (B3SA3): R$ 14,05 (-0,14%)
- Copel (CPLE6): R$ 6,79 (-2,72%)
Maiores altas
- Magazine Luiza (MGLU3): R$ 18,90 (+4,94%)
- Americanas (LAME4): R$ 6,02 (+4,15%)
- Assai (ASAI3): R$ 18,16 (+3,53%)
- JBS (JBSS3): R$ 31,10 (+2,88%)
- Ultrapar (UGPA3): R$ 14,76 (+2,64%)
Maiores baixas
- Embraer (EMBR3): R$ 21,76 (-4,48%)
- Banco Inter (BIDI11): R$ 63,75 (-3,89%)
- PetroRio (PRIO3): R$ 18,15 (-3,3%)
- Copel (CPLE6): R$ 6,79 (-2,72%)
- Sabesp (SBSP3): R$ 35,60 (-2,43%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +0,11% (50.174,57 pontos)
- IBrX 50: +0,25% (19.545,24 pontos)
- IBrA: +0,06% (4.732,00 pontos)
- SMLL: -0,74% (2.765,89 pontos)
- IFIX: -0,44% (2.733,24 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (novembro)/barril
- segunda-feira (30): +0,87% (US$ 73,33)
- terça-feira (31): -0,83% (US$ 71,63)
- quarta-feira (1º): -0,06% (US$ 71,59)
- quinta-feira (2): +1,80% (US$ 72,88)
- sexta-feira (3): -0,64% (US$ 72,56)
- semana: +2,00%
Petróleo WTI (outubro)/barril
- segunda-feira (30): +0,49% (US$ 69,08)
- terça-feira (31): -1,03% (US$ 68,50)
- quarta-feira (1º): +0,13% (US$ 68,59)
- quinta-feira (2): +1,82% (US$ 69,84)
- sexta-feira (3): -1,10% (US$ 69,22)
- semana: +0,31%
Ouro (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (30): -0,49% (US$ 1.810,55)
- terça-feira (31): +0,32% (US$ 1.818,00)
- quarta-feira (1º): -0,18% (US$ 1.814,75)
- quinta-feira (2): -0,25% (US$ 1.811,50)
- sexta-feira (3): +1,03% (US$ 1.830,10)
- semana: +0,61%
Prata (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (30): -0,41% (US$ 24,01)
- terça-feira (31): -0,12% (US$ 23,98)
- quarta-feira (1º): +0,67% (US$ 24,17)
- quinta-feira (2): -1,18% (US$ 23,94)
- sexta-feira (3): +3,69% (US$ 24,8)
- semana: +2,55%






