A bolsa brasileira fechou nesta segunda-feira (1) com alta de 1,39%, chegando a 88.620,10, na esteira dos índices em Wall Street, que tiveram altas ligeiramente menores. O volume financeiro negociado foi de R$ 25,258 bilhões. Com o resultado, o acumulado do ano fica negativo em 23,37%.
Na mínima, o índice ficou em 86.836,57 pontos (-0,65%), e na máxima, chegou a passar dos 89 mil, com 89.019,37 pontos (+1,87%).
O dólar subiu 0,93%, fechando a R$ 5,3884.
Brasil
Hoje, as conversas entre o setor produtivo e o governo giraram em torno das ajudas que podem ser dadas para acelerar a economia no pós-pandemia.
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, anunciou que o crédito para folha de pagamento deve atender empresas que faturam até R$ 50 milhões e há a permissão de demitir até 50% do efetivo para quem pegar o empréstimo, algo que os empresários vinham reclamando, mas que pode reforçar o desemprego mais para frente.
Campos Neto estima que a linha de crédito pode atingir R$ 20 bilhões em empréstimos.
Os setores mais diversos têm negociado com o governo propostas próprias para destravar crédito. Entre as alternativas estão maior participação de bancos públicos na oferta de empréstimos, novas garantias e incentivos tributários, informa o jornal O Globo.
O setor automotivo fechou maio com vendas maiores, mas ainda amargam 73% abaixo do mesmo período em 2019. As flexibilizações das quarentenas contribuíram, mesmo o país batendo recorde atrás de recorde em infectados e mortos durante os últimos dias mais recentes da pandemia do novo coronavírus.
Na mesma seara, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou que as vendas de combustíveis caíram 23% em abril, com 8,828 bilhões de litros de combustíveis comercializados no mês retrasado, fazendo o ano acumular uma queda nas vendas de 6,5%.
Saiu hoje a divulgação do Boletim Focus, com as projeções do mercado apontando um recuo do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 6,25%.
Exterior
Nos Estados Unidos, as manifestações contra a violência policial saíram de Minneapolis para o país todo e preocupam os investidores na bolsa, além da represália da China, que determinou a suspensão de importações agrícolas norte-americanas, o que representa uma ameaça ao acordo comercial entre os países.
A questão envolvendo Hong Kong ainda não está resolvida.
O índice de atividade industrial nos EUA subiu de 41,5 em abril a 43,1 em maio, uma contração já esperada.
Nova York
As ações dos EUA subiram na segunda-feira (1), começando o mês com esperança de uma reabertura bem-sucedida da economia.
O Dow Jones ganhou 0,36%, enquanto o S&P 500 subiu 0,38% e o índice Nasdaq, 0,66%. O S&P 500 fechou em seu nível mais alto desde o início de março, enquanto o Nasdaq encerrou a sessão em níveis nunca vistos desde o final de fevereiro.
São boas notícias que refletem o otimismo do investidor com o que parece ser o fim da parte mais brutal da pandemia, especialmente em solo norte-americano.
“Os mercados de ações continuam exibindo resiliência notável diante de uma enxurrada constante de desenvolvimentos preocupantes, com os investidores continuando a se concentrar nos sinais positivos de reabertura”, disse Mark Hackett, chefe de pesquisa de investimento da Nationwide à CNBC. Hackett acrescentou, no entanto, que as avaliações estão em seus níveis mais altos em quase duas décadas.
As ações intimamente ligadas à reabertura da economia puxaram as altas. Carnaval, Norwegian Cruise Line e Royal Caribbean subiram pelo menos 6,7%. A Hilton Worldwide subiu 3,3% e o Marriott International avançou 7,4%. American Airlines e Delta avançaram 5,8% e 3,8%, respectivamente, enquanto a United avançou 5,1%.
Esses ganhos na bolsa foram levemente compensados por uma queda de 7,2% nas ações da Pfizer.
- S&P 500: +0,38%
- Nasdaq: +0,66%
- Dow Jones: +0,36%
Bolsa: ações
Das 75 ações negociadas na bolsa, 55 tiveram alta e 20 tiveramn queda.
O anúncio de que a Amazon vai se unir aos shoppings no Brasil para vender os produtos, com a gigante buscando ampliar vendas digitais, consideradas essenciais após a pandemia, animou os investidores, além do fato de centros comerciais conseguirem autorização das esferas governamentais para voltar a abrir, mesmo em horário reduzido.
Multiplan (MULT3), com alta de 7,68%, e Iguatemi (IGTA3), com mais 7,55%, refletem bem o panorama.
Mais negociadas
- Petrobras (PETR4): R$ 20,33 (-0,05%)
- ViaVarejo (VIAR3): R$ 13,43 (+8,31%)
- Vale (VALE3): R$ 53,42 (+0,79%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 19,80 (+4,49%)
- Itaú (ITUB4): R$ 23,66 (+2,76%)
Maiores altas
- Gol (GOLL4): R$ 13,06 (+8,56%)
- ViaVarejo (VVAR3): R$ 13,43 (+8,31%)
- Multiplan (MULT3): R$ 22,28 (+7,68%)
- CVC (CVCB3): R$ 15,50 (+7,64%)
- Iguatemi (IGTA3): R$ 35,05 (+7,55%)
Maiores baixas
- Minerva (BEEF3): R$ 13,08 (-2,32%)
- Localiza (RENT3): R$ 37,61 (-2,26%)
- Engie Brasil (EGIE3): R$ 41,59 (-1,93%)
- CPFL (CPFE3): R$ 31,72 (-1,64%)
- Energisa (ENGI11): R$ 46,80 (-1,47%)
Commodities
O petróleo variou bastante durante o dia, com as duas referências fechando inversos. O WTI caiu 0,15% e o Brent subiu 1,26%.
A proximidade da reunião da Opep+, ocasião em que se acredita seja definida a ampliação dos cortes atuais de produção para além do planejado. As retomadas econômicas ainda não são sólidas.
- WTI: US$ 35,44 (-0,15%)
- Brent: US$ 38,32 (+1,26%)
O ouro encerrou o dia em quase imperceptível queda, com os investidores tensos pelos protestos nos EUA e de olho nas crescentes tensões entre EUA e China, especialmente agora na questão Hong Kong.
- Ouro: US$ 1.750,30 (-0,07%)
Com Wisir Research






