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Bolsa cai 1,74%, com taxação de dividendos, e engata terceira semana seguida no vermelho

Bolsa cai 1,74%, com taxação de dividendos, e engata terceira semana seguida no vermelho

Bolsade valores cai 1,74%, com taxação de dividendos proposta na reforma tributária, e engata terceira semana seguida no vermelho

A bolsa de valores despencou 1,74% nesta sexta-feira (25), fechando com 127.255,61 pontos. Assim, o índice brasileiro acumula 2,90% de queda nesta semana, a terceira seguida no vermelho. O movimento foi contrário de Nova York, que viu seus índices principais subirem no ocaso da semana.

Dados da inflação e ambiente político, além da primeira análise da reforma tributária enviada pelo governo federal à Câmara dos Deputados estressaram os negócios.

O primeiro baque foi a prévia de junho da inflação, apesar de vir levemente abaixo do esperado. O IPCA-15 acelerou 0,83% em junho, ante 0,44% de maio e projeção de 0,86% do mercado. Além disso, o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,4% em maio, ante 0,6% de abril. A projeção do mercado era por alta maior, de 0,6%. Na base anual, a variação é de 3,9%.

Mas o estresse maior veio da reforma tributária elaborada pelo Ministério da Economia, mexendo em lucros e dividendos.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 126.696,64 pontos (-2,17%); e na máxima, 129.747,61 pontos (+0,18%).

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O volume financeiro negociado foi de R$ 33,300 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (21): +0,67% (129.264,96 pontos)
  • terça-feira (22): -0,38% (128.767,45 pontos)
  • quarta-feira (23): -0,26% (128.427,98 pontos)
  • quinta-feira (24): +0,85% (129.513,23 pontos)
  • sexta-feira (25): -1,74% (127.255,61 pontos)
  • semana: -0,86%
  • junho: +0,87%
  • 2021: +7,02%

Juros

  • D1F22: -0,78% para 5,69%
  • D1F23: -0,83% para 7,18%
  • D1F24: -0,13% para 7,82%
  • D1F25: +0,12% para 8,15%
  • D1F26: +0,36% para 8,36%
  • D1F27: +0,71% para 8,57%
  • D1F28: +0,12% para 8,69%
  • D1F29: +0,45% para 8,85%
  • D1F30: -0,00% para 8,90%
  • D1F31: +0,33% para 9,08%

Dólar

O dólar subiu nesta sexta, mas despencou na semana. A moeda norte-americana teve alta de 0,67% e passou a valer R$ 4,9377.

  • segunda-feira (21): -0,91% a R$ 5,0227
  • terça-feira (22): -1,13% a R$ 4,9661
  • quarta-feira (23): -0,07% a R$ 4,9628
  • quinta-feira (24): -1,17% a R$ 4,9049
  • sexta-feira (25): +0,67% a R$ 4,9377
  • semana : -2,61% a R$ 4,9377

Euro

  • segunda-feira (21): -1,02% a R$ 5,9744
  • terça-feira (22): -0,94% a R$ 5,9181
  • quarta-feira (23): +0,08% a R$ 5,9228
  • quinta-feira (24): -1,01% a R$ 5,8628
  • sexta-feira (25): +0,63% a R$ 5,8998
  • semana: -3,52% a R$ 5,8998

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -6,79% a R$ 158.068,01
  • Ethereum: -6,91% a R$ 9.111,87
  • Tether: +1,83% a R$ 4,94
  • Cardano: -5,66% a R$ 6,34
  • Binance: -7,41% a R$ 1.404,89

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA subiram, com os investidores apostando que a inflação mais alta será temporária, já que a economia continua a se recuperar da pandemia de Covid-19.

O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,4% em maio, ante 0,6% de abril. A projeção do mercado era por alta maior, de 0,6%. Na base anual, a variação é de 3,9%.

O núcleo do PCE, medida favorita do Federal Reserve (Fed, o banco central daquele país) para calcular a variação dos preços ao consumidor, subiu 0,5%, também abaixo da projeção de 0,6%. Na base anual, a alta é de 3,4%, o aumento mais rápido desde o início de 1990.

A renda pessoal diminuiu 2% em maio, de acordo com os dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis. E os gastos pessoais ficaram praticamente estáveis, aumentando 0,1%.

A leitura correspondeu à expectativa de economistas consultados pela Dow Jones.

O aumento do índice de preços dos gastos com consumo pessoal reflete o ritmo acelerado da expansão econômica e as pressões de preços resultantes, e amplificou o quão longe a nação avançou desde o desligamento induzido pela pandemia de 2020.

“Isso deu suporte ao argumento do Fed de que a inflação é transitória e ajudará a acalmar os temores de que estamos testemunhando uma inflação galopante”, disse à CNBC Anu Gaggar, analista sênior de investimentos globais da Commonwealth Financial Network. “Isso deve continuar a fornecer suporte para ativos de risco, como ações”.

Na Europa, o Reino Unido deve publicar planos no próximo mês para suspender as restrições de viagem para pessoas totalmente vacinadas, exceto aquelas com nível de risco Covid-19 mais alto – mas a variante delta (a chamada “variante indiana”), que já é altamente dominante no país, ainda preocupa.

Enquanto isso, o Banco da Inglaterra previu que a inflação ultrapassaria 3% em seu pico antes de recuar, mas insistiu que o aumento acima de sua meta de 2% seria transitório e manteve seu estímulo monetário a todo vapor.

O índice de sentimento do consumidor GFK da Alemanha, publicado hoje, mostrou que a confiança do consumidor na maior economia da Europa subiu para -0,3 pontos em julho, superando amplamente uma previsão de consenso de -4,0, e acima dos -6,9 do mês anterior.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P: +0,33%
  • Nasdaq: -0,06%
  • Dow Jones: +0,69%

Nova York (semana)

  • S&P: +2,74 %
  • Nasdaq: +2,34%
  • Dow Jones: +3,43%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -0,04%
  • DAX (Alemanha): +0,12%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,37%
  • CAC (França): -0,13%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,23%
  • FTSE MIB (Itália): +0,35%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,91%
  • DAX (Alemanha): +1,04%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +1,69%
  • CAC (França): +0,81%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,71%
  • FTSE MIB (Itália): +1,16%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): +1,15%
  • SZSE Component (China): +1,48%
  • China A50 (China): +1,75%
  • DJ Shanghai (China): +1,23%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,43%
  • SET (Tailândia): -0,19%
  • Nikkei (Japão): +0,66%
  • ASX 200 (Austrália): +0,45%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,51%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): +2,34%
  • SZSE Component (China): +2,88%
  • China A50 (China): +2,35%
  • DJ Shanghai (China): +2,43%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,71%
  • SET (Tailândia): -1,88%
  • Nikkei (Japão): +0,35%
  • ASX 200 (Austrália): -0,83%
  • Kospi (Coreia do Sul): +1,07%

Brasil: ambiente político e econômico

O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, acelerou 0,83% em junho, ante 0,44% de maio e projeção de 0,86% do mercado.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,13% e, em 12 meses, de 8,13% – a expectativa do mercado também era pouco mais alta, de 8,17%. Comparativamente, em junho de 2020, o indicador avançava 0,02%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-15 difere do IPCA pelo período da coleta de dados, abrangendo os primeiros quinze dias.

O maior impacto veio dos Transportes (1,35%), que haviam sido o único grupo a apresentar queda em maio (-0,23%).

A maior influência do grupo foram os combustíveis (3,69%). Embora a gasolina (2,86%) tenha tido uma das menores altas do grupo dos transportes – comparada ao gás veicular (12,41%), ao etanol (9,12%) e ao óleo diesel (3,53%) -, ela tem o maior peso e já acumula variação de 45,86% nos últimos 12 meses.

Enquanto isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta quinta-feira (24) a meta de inflação para 2024 em 3%. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia.

A tolerância é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, pode variar de 1,5% até 4,5%.

A meta de inflação é o norte do Banco Central em suas decisões sobre os rumos dos juros no Brasil.

As metas de inflação para 2022 e 2023 foram mantidas, respectivamente, em 3,5% e 3,25%. Também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No âmbito dos dados, o mercado imobiliário na capital paulista registrou o melhor desempenho dos imóveis residenciais novos para meses de maio dos últimos 17 anos, segundo pesquisa divulgada pelo Secovi-SP – Sindicato da Habitação.

Em maio de 2021 foram lançadas 8.443 unidades residenciais, volume 77,4% superior ao apurado em abril (4.760 unidades). Além de ser 437,8% acima do total de maio do ano passado (1.570 unidades).

Em relação às vendas, a pesquisa mostrou que foram comercializadas em maio 5.883 unidades residenciais novas na cidade. Ou seja, 44,1% superior ao resultado de abril (4.083 unidades) e 144,6% maior do que o registrado em maio de 2020 (2.405 unidades).

Mas o que mexeu no dia dos investidores foi mesmo a reforma tributária enviada pelo Ministério da Economia para a Câmara dos Deputados.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou hoje ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a proposta da segunda fase da reforma tributária. O projeto de lei trata de mudanças no imposto de renda para pessoas físicas e empresas e na tributação de lucros e dividendos. Lira já distribuiu o projeto.

Anunciou também que a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) subirá dos atuais R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil.

“São 30 milhões de brasileiros assalariados que pagarão menos imposto de renda porque, pela primeira vez, estamos tributando os ganhos e rendimento de capital”, disse o ministro.

De acordo com Guedes, haverá aumento de impostos sobre rendimentos do capital. Ou seja, os dividendos, que são parte do lucro líquido ajustado de uma empresa dividido entre os acionistas. Com isso, será possível reduzir os impostos para empresas e trabalhadores assalariados, com a mudança na faixa e isenção.

Pela proposta, a distribuição de lucros e dividendos passa a ser taxada na fonte em 20%, com isenção de de até R$ 20 mil por mês.

Estima-se uma arrecadação de cerca de R$ 58 bilhões a partir de 2024.

De acordo com as informações da Receita Federal, o desconto simplificado do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) fica restrito a quem ganha até R$ 40 mil por ano. A faixa de isenção subiu para R$ 2,5 mil.

Além disso, a proposta também permite atualizar valores dos imóveis, com recolhimento de imposto de 5%. Até então, o ganho de capital sobre a venda de imóveis é tributado entre 15% e 22,5%.

Também há proposta para taxação de investimentos em renda fixa, fundos e Bolsa de Valores, com uma alíquota única fixada, sem diferenciar aplicações de menor prazo, que é o que acontece atualmente.

Com isso, seria possível reduzir a alíquota sobre o lucro das empresas, dos atuais 15% para 12,5% já em 2022; e para 10$% a partir de 2023. O adicional de 10% para lucros acida de R$ 20 mil por mês seria mantido.

Líderes ouvidos pela Arko Advice afirmaram que o Congresso terá que ajustar diversos pontos do projeto de reforma do imposto de renda enviado pelo governo. Na avaliação de líderes, “há um claro aumento de impostos, o que gera desconforto no Congresso Nacional”.

A resposta do Ministério da Economia foi que “lucros e dividendos são distribuídos por pessoa jurídica. E esse não é o caso de Fundos de Investimentos imobiliários (FII) já que não são assim considerados”.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, apenas 7 subiram e todas as outras 77 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 112,40 (+1,23%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 29,10 (-1,85%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,80 (-3,18%)
  • Ambev (ABEV3): R$ 16,95 (-5,57%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 70,00 (+1,16%)

Maiores altas

  • Bradespar (BRAP4): R$ 73,07 (+4,28%)
  • Vale (VALE3): R$ 112,40 (+1,23%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 70,00 (+1,16%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 19,09 (+0,69%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,27 (+0,49%)

Maiores baixas

  • Ambev (ABEV3): R$ 16,95 (-5,57%)
  • Multiplan (MULT3): R$ 24,04 (-4,53%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 34,01 (-4,20%)
  • Hering (HGTX3): R$ 33,92 (-3,64%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 44,55 (-3,63%)

Maiores altas da semana

  • Bradespar (BRAP4): R$ 73,07 (+9,08%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 30,84 (+6,05%)
  • CSN (CSNA3): R$ 43,55 (+5,19%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,27 (+4,47%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 18,84 (+4,09%)

Maiores baixas da semana

  • Ambev (ABEV3): R$ 16,95 (-9,65%)
  • Tim (TIMS3): R$ 11,77 (-8,33%)
  • Ecorodovias (ECOR3): R$ 11,88 (-7,62%)
  • Multiplan (MULT3): R$ 24,04 (-6,68%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 3,67 (-6,62%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -1,40% (sexta-feira) | -0,24% (semana) (54.893,33 pontos)
  • IBrX 50: -1,34% (sexta-feira) | +0,01% (semana) (21.398,94 pontos)
  • IBrA: -1,36% (sexta-feira) | -0,22% (semana) (5.170,00 pontos)
  • SMLL: -1,70% (sexta-feira) | -0,87% (semana) (3.156,86 pontos)
  • IFIX: -2,02% (sexta-feira) | +0,72% (semana) (2.725,08 pontos)
  • BDRX: +0,84% (sexta-feira) | -3,14% (semana) (12.429,03 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (21): +1,89% (US$ 74,90)
  • terça-feira (22): -0,12% (US$ 74,81)
  • quarta-feira (23): +0,51% (US$ 75,19)
  • quinta-feira (24): +0,49% (US$ 75,56)
  • sexta-feira (25): +0,76% (US$ 75,38)
  • semana: +3,53% (US$ 75,38)

Petróleo WTI (agosto)/barril

  • segunda-feira (21): +2,57% (US$ 73,12)
  • terça-feira (22): -0,37% (US$ 72,85)
  • quarta-feira (23): +0,32% (US$ 73,08)
  • quinta-feira (24): +0,30% (US$ 73,30)
  • sexta-feira (25): +1,02% (US$ 74,05)
  • semana: +3,84% (US$ 74,05)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (21): +0,86% (US$ 1.784,25)
  • terça-feira (22): -0,08% (US$ 1.781,45)
  • quarta-feira (23): +0,16% (US$ 1.783,40)
  • quinta-feira (24): -0,38% (US$ 1.776,70)
  • sexta-feira (25): +0,06% (US$ 1.777,80)
  • semana: +1,08% (US$ 1.777,80)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (21): +0,37% (US$ 26,02)
  • terça-feira (22): -0,65% (US$ 25,85)
  • quarta-feira (23): +0,98% (US$ 26,11)
  • quinta-feira (24): -0,23% (US$ 26,05)
  • sexta-feira (25): +0,33% (US$ 26,14)
  • semana: +0,80% (US$ 26,14)

Com Wisir Research, BDM e CNBC