Pela primeira vez, desde outubro de 2002, a dívida líquida do setor público ultrapassou a triste marca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho último.
Mais grave que o resultado, é a performance, sempre crescente da dívida.
Em dezembro do ano passado, ela era de 55,7%. Já em junho, assinalava 58%.
Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos
Déficit primário: vilão
O aumento do de 6,7 pontos percentuais do déficit primário acumulado é um dos principais fatores apontados pelo chefe do departamento de estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, para o aprofundamento da dívida líquida, em entrevista coletiva, segundo o Valor.
Juros nominais avançam
Em menor proporção, também contribuíram para o comportamento adverso, a alta de 2,5 pontos percentuais dos juros nominais apropriados e a variação de 0,6 ponto percentual do PIB nominal.
No sentido inverso, atuaram contrários à expansão do endividamento: a desvalorização cambial acumulada de 29,1% (redução de 4,4 pontos percentuais), assim como a redução de 0,8 ponto percentual, correspondente ao ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida.
Aumente seus ganhos. Consulte nossa Planilha de Monitoramento de Carteira






