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Bancos digitais: uma tendência que veio para ficar

Bancos digitais: uma tendência que veio para ficar

A chegada dos bancos digitais e a digitalização dos serviços bancários é um caminho sem volta. Um sinal disto é que a demanda por atendimento presencial vem caindo.

Outro sintoma dos novos tempos é o fechamento de milhares de agências por parte dos quatro grandes bancos tradicionais do país. A inclusão de outros serviços, além do que o banco pode oferecer, como investimentos e seguros, é outro atrativo.

Aline Cardoso, gestora de renda variavel da EQI Asset, apontou que a concorrência só irá aumentar entre os tradicionais e os digitais. Ainda mais levando em conta o advento do Open Banking.

De acordo com ela, com essa nova modalidade, o cliente passa a ser dono dos seus dados e pode permitir que seu histórico de transações seja divulgado para os bancos de sua escolha.

Ou seja: os bancos digitais passarão a ter acesso ao histórico dos dados bancários de todos os clientes dos bancos. E neste cenário, os digitais podem fazer ofertas de credito muito mais baratas e assertivas e assim roubar clientes dos tradicionais.

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Bancos digitais: diferenciais para o consumidor

A gestora da EQI Asset acrescentou ainda que os bancos digitais têm um crescimento maior do que os tradicionais. No entanto, eles ainda possuem uma dificuldade: ainda buscam uma maneira ideal de monetizar sua base de clientes.

Isto porque estes não cobram muitas tarifas com relação aos tradicionais. Para isso, tentam compensar a fidelização com a criação de marketplaces de produtos e serviços como é o caso do Inter (BIDI11).

Já outros, como o Nubank e o Banco Pan, estão ampliando a oferta em cartões de crédito, crédito pessoal e seguros. Ela cita que o caso do Banco Pan é diferenciado porque este foca em uma parcela da população que é pouco bancarizada. E usam parceiros como Meliuz (CASH3), Dafiti, Getninjas e Guia bolso.

Interesse dos investidores

O investimento nos digitais pode abrir mais uma opção para os investidores, porém Aline Cardoso diz que tudo vai depender da instituição e do valuation de cada um.

Para os próximos meses é esperado o IPO do Nubank. Na última rodada de aportes, este foi avaliado em R$ 160 bilhões. Montante que é aproximadamente 50% acima do valor de mercado do Banco do Brasil (BBAS3), como conta a gestora da EQI.

Aposta de Warren Buffet

Outro sinal da importância que os bancos digitais ganham, foi o investimento feito pela Berkshire Hathaway, empresa do megainvestidor Warren Buffett. A companhia aportou US$ 500 milhões no Nubank.

De acordo com o Nubank, o aporte é uma extensão da Série G, realizada em janeiro deste ano. Esta é uma rara aposta de Warren Buffett no mercado brasileiro – ainda mais se considerar que o Nubank é uma empresa de capital fechado.

Além disso, no segundo trimestre, o Banco Inter registrou um lucro líquido de R$ 18,2 milhões, ante R$ 2,6 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado superou a projeção de mercado, que era de R$ 11 milhões.