Somente no mês de março deste ano, o Banco Central (Bacen) injetou US$ 15,245 bilhões no mercado de câmbio na tentativa de conter a volatilidade do dólar no mercado. Na última semana a moeda norte-americana chegou a bater a casa dos R$ 5,00.
Segundo informações do Bacen, a injeção de recursos no mercado para conter o avanço do dólar pode continuar, a depender do cenário futuro.
“As intervenções têm sido pontuais, respondendo a eventos e disfuncionalidades específicas, mas podem durar o tempo que for necessário para o retorno do regular funcionamento do mercado de câmbio”, disse o diretor de política monetária do BC, Bruno Serra Fernandes.
A alta na demanda pela moeda vem ocorrendo em meio à busca dos investidores por ativos de proteção. Em um cenário de incertezas frente ao avanço da pandemia de coronavírus, guerra entre países produtores de petróleo e tensões na política nacional, a busca pela moeda norte-americana acaba sendo a primeira opção dos investidores.
No entanto, apesar do Bacen assegurar que não poupará esforços para agir no mercado de câmbio, o diretor de política monetária da instituição não quis antecipar os volumes que serão injetados para corrigir as disfuncionalidades do mercado de câmbio.
Na sexta-feira, o dólar fechou o dia em alta de 0,51%, aos R$ 4,8127, (maior cotação de fechamento nominal sem considerar a inflação). Na semana, a moeda norte-americana avançou 3,85%. Já no acumulado de 2020, a alta foi de 20,02%.