Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de depósito em 0,5%, a de refinanciamento em 0% e a de empréstimos, em 0,25%.
Também manteve inalterados os 20 bilhões de euros em compras de ativos, mas informou que vai acelerar a compra de títulos.
O posicionamento do BCE difere do anunciado pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano no que diz respeito ao aumento dos rendimentos dos títulos do governo. Enquanto o Fed se manteve neutro, o BCE preferiu acelerar as compras de títulos, para garantir crédito mais barato aos países que fazem parte da zona do euro.
O BCE teme que com o aumento excessivo e rápido dos rendimentos dos títulos, haja necessidade de alta dos juros básicos mais cedo do que o previsto, o que encareceria o financiamento de empresas e famílias, dificultando a retomada da economia.
O BCE afirmou também que o programa de emergência não precisa ser totalmente usado se condições favoráveis à economia forem atingidas. As compras do programa devem ser feitas até março de 2022 ou até quando exigir a pandemia. Se preciso for, o banco também se disse pronto para ajustar seus instrumentos de política monetária. Para a instituição, ainda há incerteza no curto prazo, por pandemia e ritmo de vacinação.
Com a decisão do Banco Central Europeu, as bolsas europeias, que até então oscilavam, agora seguem para terreno positivo. A bolsa alemã sobe 0,14% às 10h54. A do Reino Unido, 0,02%. A da França, 0,23%. Da Itália, 0,86%.
O euro sobe 0,18% ante o dólar.






