O Banco Central (BC) antecipou para o mês de maio um novo pedido de produção de cédulas para a Casa da Moeda, no valor de R$ 9 bilhões, informa a Agência Brasil. A produção já estava prevista na programação anual, mas a antecipação foi necessária para evitar a falta de cédulas.
“Desde o início da pandemia de Covid-19, o BC observou que que há entesouramento do dinheiro no país”, informa a agência.
A retenção de cédulas está acontecendo porque as pessoas estão simplesmente guardando dinheiro, sem colocá-lo em circulação.
“O pedido visa a construir estoques de segurança e mitigar eventuais consequências do fenômeno de entesouramento que se observa desde o início da pandemia. O BC entende que o entesouramento pode ser consequência de três fatores: saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios ainda não retornou ao sistema bancário”, diz o Banco Central, em nota.
Dinheiro em circulação
Segundo o Banco Central, há em circulação no país R$ 303,502 bilhões em cédulas, R$ 7,122 em moedas, e R$ 3,549 milhões em notas e moedas comemorativas, totalizando R$ 310,628 bilhões.
Ou seja, o pedido de impressão feito pelo BC corresponde a 2,89% do meio circulante nacional.
Desse total já circulando, há 7,681 bilhões de cédulas, a maioria de R$ 50 (32,12%), R$ 100 (19,63%) e de R$ 2 (18,68%); e 27,245 bilhões de moedas, sendo a maior parte de R$ 0,10 (26,40%) e de R$ 0,05 (25,37%) – as moedas de R$ 0,01, R$ 0,25, R$ 0,50 e de R$ 1,00 tem quase a mesma quantidade em circulação, entre 3,13 e 3,67 bilhões de unidades.
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