O tom elevado das acusações do presidente Jair Bolsonaro tem levado efeitos reações a agentes do cenário político nacional. De acordo com o jornal Valor Econômico, em atos com pautas consideradas antidemocráticas em Brasília e São Paulo, presidente atacou o Supremo Tribunal Federal (STF). E afirmou que não cumprirá ordens judiciais do ministro Alexandre de Moraes.
Ainda de acordo com o jornal, o clima político gerado pode prejudicar agenda de votações. No Senado, a avaliação é de que o clima para os projetos do governo, que já era ruim, ficou ainda pior após presidente ameaçar ministro Alexandre de Moraes em atos.
Segundo O Estado de S.Paulo, partidos já discutem a possibilidade de levarem adiante um processo de impeachment. Legendas como PSDB, PSD, Solidariedade e MDB se reúnem para avaliar a derrubada.
Ainda de acordo com o jornal, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, deverá fazer um pronunciamento em resposta ao discurso radical de Bolsonaro.
Já de acordo com O Globo, Bolsonaro lidera atos golpistas e amplia seu próprio isolamento político. Presidente diz que não cumprirá decisões do STF. Nessa atitude, juristas veem crime de responsabilidade.
Discurso radical fragiliza base do governo
Matéria do jornal Folha de S.Paulo, aponta que a radicalização do presidente também fragilizou a base do governo. A Medida Provisória (MP) que combate as fake news deve ser devolvida pelo Senado.
Segundo O Estado de S.Paulo, partidos como o PSB foi ao STF para impedir que a MP que altera o marco civil da internet seja suspensa. PT, PSDB e Solidariedade devem fazer o mesmo.
Atos não impactam mercado
Os atos do 7 de setembro, ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, não afetariam o mercado. Porém, gestores apontam que uma terceira via já é uma opção. A deterioração do cenário pode enfraquecer presidente e viabilizar candidatura de centro.
Crises inibem investimentos
As crises pelas quais o país passa inibem investimentos. De acordo com O Estado de S.Paulo, analistas apontam que o baixo consumo, combinado com as crises hídricas e institucional, levam investidores a repensarem negócios. Estes caíram 3,6% no segundo trimestre.






