A atividade do comércio caiu 0,7% em agosto, frente a julho. É o que mostra a pesquisa a pesquisa Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. A sondagem mostrou que a retração foi causada pelo setor de veículos e peças. Estes registraram uma retração de 4,7%.
Além disso, segundo matéria da Agência Brasil, os outros segmentos registraram retração. É o caso de supermercados, alimentos e bebidas, que caíram 0,2%; tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,2%); material de construção, alta de 0,4%; e combustíveis e lubrificantes (+0,6%).
Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, disse que esse recuo sugere que o país ainda enfrenta um cenário desafiador. Isto por conta do desemprego e da elevação dos preços. Ele explicou que por isto, os consumidores estão se restringindo apenas ao essencial.
Atividade do comércio: frente a agosto de 2020, há alta de 4,3%
Quando comparado com agosto do ano passado, o índice registra uma elevação de 4,3%. Este é considerado o menor crescimento em termos de variação de um ano para o outro.
Mais cedo, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Este registrou um crescimento de 1,2% em julho, na comparação com junho. A expectativa do mercado era por alta menor, de 0,7%.
Entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram taxas positivas em julho. A alta mais intensa foi a de outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%).
“Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar a sua receita bruta de revenda, num novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.





