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Ações: compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos

Ações: compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos

A frase do título é um clássico e até parece simples de executar. Mas nem vender ao som dos violinos é fácil, assim como comprar ao som dos canhões – especialmente quando se trata de ações.

Ao vender ações no mercado em alta somos tomados pelo sentimento de ganância e o novo conceito do “FOMO –  Fear off missing Out” , traduzido, livremente, como medo de ficar de fora.

O certo é que, em momentos de crise, há investidores, com perfil de longo prazo, que enxergam as oportunidades. Geralmente, são pessoas que acompanham há anos os mercados e sabem que ao final da tempestade vem a bonança.

Acompanhe, às 18h, a live com assessores da EQI sobre o momento da bolsa:  

Ao som dos canhões

Para os investidores que não conseguiram livrar suas quedas, existem a oportunidade de investir mais dinheiro, de modo a aproveitar alguns papeis com preços muito baixos.

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Mas como saber se uma ação está realmente barata? Mesmo uma análise simplista de alguns dados do balanço podem ajudar.

Vejam os alguns dados interessantes:

P/L: Isto demostra em quantos anos de lucro uma empresa consegue se recomprar; ou ainda, quanto tempo a empresa demora para dobrar com seus lucros.

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Veja que estamos a níveis muito baixos historicamente. E com um agravante:

Em tempos de juros mais altos o P/L é necessariamente mais baixo, já que existe uma competição entre investir em empresas (renda variável) e em renda fixa.

Já em tempos de taxas de juros mais baixas (como agora), dado que a renda fixa demora muito tempo para dobrar o seu dinheiro, é aceitável que as empresas também demorem mais.

Vejam algumas empresa com P/L bastante atraente:

P/VPA: Mede a relação entre o preço da empresa no mercado e o seu Valor de Patrimônio.

Simplificando, imagine que você gasta para construir um prédio de apartamentos R$ 10 Milhões com 10 unidades. Assim cada unidade tem valor patrimonial de R$ 1 milhão.

Caso você venda elas por R$ 950 mil (o preço), o seu P/VPA seria igual a 950.000/1.000.000 = 0,95!

Agora porque alguém faria isso com um apartamento?

Acontece que as pessoas estão fazendo isto na Bolsa de Valores.

E isso só se justificaria se as empresas tivessem prejuízos maciços, que diminuíssem ou acabassem com seu patrimônio.

Vamos tomar como exemplo o Banco do Brasil. Vocês acham que isso pode acontecer com uma instituição financeira como Banco do Brasil, que lucrou R$ 17,8 bilhões em 2019?

Acredito que não:

Pois bem, o Banco do Brasil está sendo vendido em uma cotação cujo P/VPA é justamente 0,95, veja na planilha (BBAS3):

E você pode pensar: “mas nesta crise, eles vão diminuir os lucros?”.

Não foi o que aconteceu em 2008!

Olhando para estes dados me parece mais fácil ter coragem de comprar ao som dos canhões. E para você?

Para ajudar na escolha das ações, segue abaixo uma planilha que contém alguns dados de fundamentos de empresa interessantes, com filtros indicados por Scott Hodgson, que trabalha na gestora Galápagos.

Clique abaixo para ter acesso à planilha com dados de 400 empresas listadas!