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Bolsa de valores vira a opera em alta; NY sobe após ata do Fomc

Bolsa de valores vira a opera em alta; NY sobe após ata do Fomc

Em dia de agenda esvaziada, as atenções seguem voltadas para a votação do projeto que limita o ICMS sobre energia e combustíveis e para a ata do Fomc.

A bolsa de valores segue em alta de 0,27%, aos 110.889 pontos às 16h12.

Em dia de agenda esvaziada, as atenções seguem voltadas para a votação do projeto que limita o ICMS sobre energia e combustíveis. Ele deve impactar a inflação do ano em menos 139 pontos-base. 

Ontem, a prévia da inflação, o IPCA-15 desacelerou para 0,59% em maio e ficou 1,14 ponto percentual abaixo da taxa de abril (1,73%), com recuo do preço da energia graças à alteração da bandeira tarifária para verde. 

Ainda assim, é a maior leitura para o mês desde 2016 (0,86%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,93%. O acumulado dos últimos 12 meses é de 12,20%. E a alta de preços segue generalizada. 

IPCA-15: gráfico com resultado

Reprodução/IBGE

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Para o mercado, o IPCA-15 é indicativo de que a alta da Selic ainda deve permanecer por um tempo – com mais uma alta de 0,5% esperada para junho e, possivelmente, outra similar em agosto.

Reprodução/BTG


Em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que “todo mundo está atrás do Brasil”, de EUA a China, com a reviravolta na geopolítica mundial. E que o país é bem-visto como solução às crises de energia e de alimentos.

Em indicadores do dia, o Índice de Confiança do Consumidor, da FGV, caiu 3,1 pontos em maio, para 75,5 pontos.

E o IPC-Fipe, que mede inflação em São Paulo, desacelerou a 0,76% na terceira leitura de maio, ante 1,04% do resultado anterior.

O mercado repercute ainda a troca no comando da Petrobras (PETR3, PETR4). Conselho define hoje data da assembleia para aprovar nomes. O novo presidente será Caio Mário Paes de Andrade

ação da Petrobras: gráfico com cotação

Cotação Petrobras (PETR4). Reprodução/Google


Mercados do exterior

O grande destaque do dia foi a ata do Fomc

Os EUA prosseguirão no processo de aumentar a taxa de juros pelo menos nas próximas duas reuniões do FOMC (sigla para o Comitê de Política Monetária do Fed, o banco central dos EUA), cada uma delas em meio ponto percentual. Assim, o país chegará ao fim de agosto com a taxa no intervalo entre 1,75% e 2% ao ano.

A informação foi dada na data última reunião, realizada no último dia 4 e divulgada na tarde desta quarta-feira (25). A alta tem o objetivo de combater o avanço da inflação no país, pressionada pelo excesso de atividade econômica registrada após o controle da pandemia de cnvid-19 e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

gráfico com projeção dos juros nos EUA

Expectativa para juros EUA. Reprodução/BTG

Ontem, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI) mostrou desaceleração especialmente no setor de serviços, o que acende o alerta quanto ao ritmo da economia americana e o risco de recessão. O PMI Composto teve seu menor nível desde julho de 2020. 

PMI EUA: gráfico comparando com PIB

PMI EUA x PIB. Reprodução/BTG

Na Europa, O PIB da Alemanha cresceu 0,2% no 1TRI22 ante 4TRI21. Na comparação anual, a alta foi de 3,8%.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +1,00%
  • S&P: +1,45%
  • Nasdaq: +2,18%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,63%
  • FTSE, Reino Unido: +0,51%
  • CAC, França: +0,73%
  • FTSE MIB, Itália: +1,57%
  • Stoxx 600: +0,63%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,26%
  • Xangai, China: +1,19%
  • HSI, Hong Kong: +0,29%
  • ASX 200, Austrália: +0,37%
  • Kospi, Coreia: +0,44%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 114,29 (+0,64%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 110,73 (+0,87%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.852,90 (-0,68%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 127,61 (+0,35%)