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Bolsa volta aos 120 mil pontos, puxada por commodities e Nova York

Bolsa volta aos 120 mil pontos, puxada por commodities e Nova York

A bolsa de valores tem alta forte nesta terça-feira (24), subindo 2,34%, às 12h19, e batendo nos 122.220 pontos.

A recuperação se apoia na alta das commodities – o minério de ferro, por exemplo, teve alta de mais de 6% no Porto de Dalian, China. E também no desempenho das bolsas em Nova York.

Os ruídos políticos, no entanto, continuam. Pesam por aqui a crise institucional entre Executivo e Judiciário, a dificuldade em aprovar a reforma do imposto de renda, e os riscos fiscais, que ressurgem diante dos projetos de parcelamento de precatórios e do novo Auxílio Brasil, pelo menos 50% mais caro que o Bolsa Família.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a antecipação da campanha eleitoral vem atrapalhando o andamento e a percepção quanto à atividade econômica. Segundo ele, o país deve crescer cerca de 5% no ano e desmentir as previsões mais pessimistas.

O dia tem agenda de indicadores esvaziada, mas pede atenção para nova tentativa de votação da reforma do IR na Câmara, depois de dois adiamentos.

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Por fim, o Ministério de Minas e Energia lançou programa de incentivo à redução voluntária de energia pela indústria, com duração até 30 de abril, em decorrência da falta de chuvas.

Mercados no exterior

Os mercados de Nova York dão sequência aos ganhos de segunda-feira (23) e operam no positivo.

Em indicadores, destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, principal economia da zona do euro, que avançou 1,6% no segundo trimestre, ante recuo de 1,8% da leitura anterior e projeção de 1,5% do mercado. Na comparação anual, a alta é de 9,8%.

Nos EUA, as vendas de casas novas vieram dentro do esperado – 708 mil, ante projeção de 700 mil.

Mas a expectativa do mercado é mesmo pelo simpósio do Fed a partir de quinta-feira (26), de onde pode sair alguma sinalização sobre o início do tapering (retirada de estímulos da economia).

Depois do dado do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) abaixo da projeção ontem, os analistas se dividem sobre os próximos passos do banco central americano. Era grande a aposta em redução de estímulos muito em breve, após a ata sinalizar que as discussões a respeito já estão avançadas. No entanto, a variante delta ameaça o ritmo da retomada econômica no país.

Em relatório, o Bank of America (BofA) afirma esperar que o tapering aconteça a partir de novembro deste ano.

A redução no ritmo de recompra de títulos – atualmente em US$ 120 bilhões mensais – era prevista pelo banco para começar em janeiro de 2022. A revisão na expectativa veio após a ata da última reunião do comitê de política monetária do Fed, que apontou que 19 membros consideram apropriado iniciar a redução ainda este ano.

Para o mercado, o tapering sinaliza menos liquidez – e não apenas para os EUA, mas também para mercados emergentes como o Brasil, que vêm sendo favorecidos até aqui pelas injeções de dinheiro e pelos juros negativos dos EUA.

Veja as cotações às 12h20:

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,23%
  • S&P: +0,25%
  • Nasdaq: +0,50%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,39%
  • FTSE, Reino Unido: +0,04%
  • CAC, França: -0,29%
  • FTSE MIB, Itália: +0,03%
  • Stoxx 600: -0,04%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,87%
  • Xangai, China: +1,07%
  • HSI, Hong Kong: +2,46%
  • ASX 200, Austrália: +0,17%
  • Kospi, Coreia: +1,56%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 68,96 (+0,83%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 66,14 (+0,76%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.803,60 (-0,15%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 126,194 (+6,17%)