O Ibovespa opera em queda, de 0,20%, aos 122.383,60 pontos nesta quinta-feira (20).
No Brasil, repercute no mercado a aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória de privatização da Eletrobras, por 297 votos a 143. O texto precisa agora ser aprovado pelo Senado até o dia 22 de junho.
A bolsa brasileira segue na contramão de Wall Street e opera em leve baixa, sentindo o recuo das ações de commodities e de Eletrobras. A ação PNB (ELET6) perde 3,30% e a ON (ELET3) devolve 2,85%, depois da forte alta de ontem. A aprovação da MP de privatização da companhia na Câmara ontem à noite foi positiva, mas veio acompanhada de diversos “jabutis”, emendas que mudam o texto, muitas sem relação direta com objetivo original da proposta. Analistas avaliam que a aprovação no Senado poderá enfrentar dificuldades.
Segue também o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid.
Ontem (19), ele buscou blindar o presidente Jair Bolsonaro de todas as acusações, mas foi desmentido em diversos trechos do depoimento, incluindo a crise de oxigênio em Manaus e a negociação com a Pfizer.
Devido à continuação do depoimento de Pazuello, o testemunho de Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, apelidada de “capitã cloroquina”, ficou para terça-feira (25).
A operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, levanta a suspeita de corrupção no primeiro escalão do governo. Ele é acusado de facilitar a exportação ilegal de madeira.
Destaques no Exterior
No exterior, ainda repercute a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que surpreendeu ao admitir um início de debate sobre a redução da compra de ativos.
Quanto à inflação, o discurso segue igual: ela poderá subir pouco acima da meta de 2% por um período, mas isso será transitório e já aguardado em um cenário de retomada.
Para hoje, tem a divulgação dos novos pedidos de seguro-desemprego. A projeção é que eles fiquem em 450 mil, ante 473 mil da semana passada – quando registraram a primeira marca abaixo de 500 mil desde o início da pandemia.
Paralelamente, seguem as discussões sobre os pacotes de auxílio de Joe Biden, de infraestrutura e de apoio às famílias que, juntos, somam US$ 4 trilhões. Ontem, os representantes do Partido Republicano, de oposição, apresentaram uma nova proposta específica para transportes, no valor de US$ 400 bilhões.
Na China, o banco central manteve as taxas de juros, assim como previa o mercado. A taxa de referência para empréstimo de curto prazo (um ano) segue em 3,85%. A de longo prazo (cinco anos), em 4,65%.
O Bitcoin segue demandando atenção, depois de cair do recorde de US$ 64 mil em abril para menos de US$ 30 mil ontem (19). A moeda digital é alvo de especulações de Elon Musk, da Tesla, e vem sendo questionada por autoridades monetárias. Ontem, bancos da China levantaram suspeitas sobre a criptomoeda.
As commodities operam em queda, com destaque para o minério de ferro, que cai 5,70% na Bolsa de Dalian, China.
Veja as cotações às 15h30:
Mercados Nova York
- S&P: +1,11%
- Nasdaq: +1,69%
- Dow Jones: +0,65%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +1,51%
- FTSE, Reino Unido: +0,88%
- CAC, França: +1,18%
- FTSE MIB, Itália: +0,71%
- Stoxx 600: +1,21%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: +0,19%
- Xangai, China: -0,11%
- HSI, Hong Kong: -0,50%
- ASX 200, Australia: +1,27%
- Kospi, Coreia: -0,34%
Petróleo
- Brent (julho 2021): US$ 66,28 (-0,57%)
- WTI (julho 2021): US$ 62,97 (-0,62%)
Ouro
- Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.878,50 (-0,16%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 177,49 (-5,70%)
*Com BDM Online






