O Ibovespa segue em alta nesta terça-feira (14), subindo 0,47%, aos 116.952 pontos.
Destaque para o volume de serviços, que cresceu 1,1% na passagem de junho para julho, sendo a quarta taxa positiva seguida. A projeção era por alta de 1%. Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia e também alcança o patamar mais elevado desde março de 2016.
Na comparação com julho de 2020, o volume de serviços avançou 17,8%. Os serviços prestados às famílias (3,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) puxaram o resultado.
Os dados de hoje complementam o panorama do IBGE, que revelou que as vendas no varejo cresceram 1,2% em julho, melhor que a projeção, enquanto a produção industrial recuou 1,3%, resultado abaixo do esperado.
Vale lembrar que serviços é o setor que tem maior peso no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o resultado da pesquisa mexe com as projeções para o indicador. No Focus de ontem, o mercado apontou projeção de 5,04% para o PIB de 2021, na quinta queda consecutiva.
A bolsa busca manter a recuperação de segunda (13), aproveitando a trégua entre poderes. Mas a Petrobras (PETR3 PETR4) é foco de atenção hoje, já que acontece audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara, na qual o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, responde a perguntas sobre a alta dos combustíveis.
No Twitter, o presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que a “Petrobras deve ser lembrada que os brasileiros são seus acionistas”. A declaração fez as ADRs da petroleira caírem mais de 2% após o fechamento dos mercados nos EUA.

Reprodução/Twitter
Por fim, a uma semana do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da nova taxa básica de juros, Selic, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que não vai “alterar o plano de voo” a cada número novo de alta da inflação, dando a entender que manterá a possível alta de 1 ponto porcentual na definição da quarta-feira da semana que vem (22). Se confirmado, a Selic deve ir a 6,25%.
Mercados no exterior
Os mercados dos EUA operam mistos, após dados sobre inflação.
A inflação ao consumidor de agosto, ou CPI na sigla em inglês, teve alta mensal de 0,3%, quando a expectativa era por 0,4%. Na comparação anual, alta de 5,3%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e combustíveis, subiu 0,1%.
Os preços ao produtor, divulgados na sexta (10), subiram 0,7% em agosto e 8,3% ao ano – maior aumento desde novembro de 2010. Os gargalos na cadeia de fornecimento, a falta de estoques e a alta das commodities vem encarecendo os preços.
Os dados de inflação são acompanhados de perto, porque neles se baseiam as decisões do Federal Reserve (Fed) quanto à retirada de estímulos da economia. A próxima reunião do Fed, que pode trazer alguma sinalização a respeito, acontece nos dias 21 e 22.
Veja as cotações às 13h32:
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,44%
- S&P: -0,12%
- Nasdaq: +0,19%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,14%
- FTSE, Reino Unido: -0,49%
- CAC, França: -0,36%
- FTSE MIB, Itália: +0,39%
- Stoxx 600: -0,01%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: +0,73%
- Xangai, China: -1,42%
- HSI, Hong Kong: -1,21%
- ASX 200, Austrália: +0,16%
- Kospi, Coreia: +0,67%
Petróleo
- Brent (novembro 2021): US$ 73,57 (+0,08%)
- WTI (outubro 2021): US$ 70,45 (+0%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.806,15 (+0,65%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 110,330 (-1,46%)





