Os mercados globais operam em alta nesta segunda-feira (5), refletindo o otimismo de que o presidente Donald Trump possa deixar o hospital ainda hoje.
No Brasil, Ibovespa futuro abriu em alta de 0,78%, aos 94.005 pontos.
O real estado clínico do presidente continua gerando controvérsias nos EUA em virtude dos relatos conflitantes de seus médicos. Desde quando foi internado, na sexta-feira (2), ele teve duas quedas de oxigênio e recebeu uma mistura de medicamentos experimentais, a maioria ainda não aprovada individualmente e amplamente não testada em combinação. Ele também está tomando medicamentos de venda livre, incluindo zinco, melatonina e o antiácido Pepcid, informou a Casa Branca.
Um dos primeiros compostos dados a Trump foi o coquetel de anticorpos da Regeneron Pharmaceuticals , que apenas algumas centenas de pessoas tomaram. Embora tenha se mostrado promissor em estudos em estágio inicial, não há evidências de sua segurança e eficácia em combinação com remdesivir, medicamento antiviral da Gilead Sciences, que também foi administrado a Trump.
Os médicos de Trump disseram no domingo que também adicionaram dexametasona aos seus cuidados. Embora o medicamento tenha sido usado por décadas, parece não haver dados sobre como ele pode interagir com o remdesivir e o anticorpo do Regeneron em combinação.
Sobre o pacote de estímulos, também aguardado pelo mercado, Trump tuitou do hospital que um acordo precisa ser fechado. Nancy Pelosi estava otimista na sexta-feira de que um projeto de estímulo bipartidário pudesse ser alcançado, afirmando que o diagnóstico de Trump “meio que muda a dinâmica”.
Resultados dos PMIs
O Índice dos Gerentes de Compras da zona do euro ficou em 50,4 pontos, acima da projeção de 50,1 e acima da leitura de agosto, de 51,9.
O do setor de serviços ficou em 48 pontos, também acima da expectativa, que era de 47,6. No entanto, veio abaixo do resultado de agosto, que foi de 50,5 pontos.
O PMI composto do Reino Unido ficou em 56,7, quando a projeção era 55,7. Em agosto, foi 59,1 pontos. O de serviços ficou em 56,1, ante expectativa de 55,1 e leitura de agosto de 58,8.
Leituras acima de 50 pontos indicam avanço da atividade econômica. Hoje ainda sai o resultado para Estados Unidos e Brasil.
Destaques no Brasil
Por aqui, a semana deve ter importantes desdobramentos quanto ao Renda Brasil, na longa queda de braço entre a equipe econômica de Paulo Guedes e a ala do Planalto, que parece muito mais preocupada com a reeleição do que com o cumprimento do teto dos gastos.
Lideranças políticas em Brasília tentam promover um encontro entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ao menos evitem a lavação de roupa suja em público, o que tanto tem contribuído para a desconfiança do mercado em relação ao comprometimento fiscal por parte do executivo e legislativo.
Em indicadores, hoje sai o Boletim Focus, com as projeções do mercado.
Confira aqui a agenda da semana.
Veja as cotações às 9h20:
Mercados futuros Nova York
- S&P: +0,67%
- Nasdaq: +0,83%
- Dow Jones: +0,72%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,81%
- FTSE, Reino Unido: +0,82%
- CAC, França: +0,97%
- FTSE MIB, Itália: +0,86%
- Stoxx 600: +0,77%
Ásia
- Nikkei, Japão: +1,23%
- Xangai, China: fechado por feriado
- HSI, Hong Kong: +1,32%
- ASX 200, Austrália: +2,59%
- Kospi, Coreia: +1,29%
Petróleo
- WTI (novembro 2020): US$ 38,66 (+4,85%)
- Brent (dezembro 2020): US$ 40,77 (+3,82%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.911 a onça-troy (+0,22%)
Com Filipe Teixeira, da Wisir.






