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Campos Neto diz que voto de minerva sobre queda na Selic foi feito ainda em junho

Campos Neto diz que voto de minerva sobre queda na Selic foi feito ainda em junho

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, informou que o “voto de Minerva“, que desempatou a votação do Comitê de Política Monetária (Copom) para redução da taxa Selic de 13,75% ao ano para 13,25%, ocorreu durante a reunião do colegiado em junho e não em agosto, mês em que foi definida a queda […]

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, informou que o “voto de Minerva“, que desempatou a votação do Comitê de Política Monetária (Copom) para redução da taxa Selic de 13,75% ao ano para 13,25%, ocorreu durante a reunião do colegiado em junho e não em agosto, mês em que foi definida a queda dos juros. 

A declaração de Campos Neto foi feita durante a 24ª conferência anual do Santander Brasil.

Em resposta a um questionamento sobre a surpresa do voto de Campos Neto para reduzir a Selic em 0,5 pontos-base (bps), o presidente do BC revelou que já havia uma divisão no colegiado quanto à redução da taxa Selic na reunião de junho.

Vale lembrar que a votação terminou com 5 votos a favor da diminuição dos juros, com a participação de nove integrantes no comitê. O voto de desempate foi dado por Campos Neto, que sofreu uma série de críticas do Governo Federal por entender que ele estava segurando os juros em 13,75%.

Gráfico sobre a evolução da Selic

Campos Neto ainda comentou que havia dois grupos antagônicos dentro do Comitê: um defendia a manutenção dos juros no mesmo patamar, enquanto o outro entendia que era preciso cortar a taxa de juros depois de dois anos de alta.

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O presidente da autarquia explicou que votou a favor da queda da Selic, justificando o seu voto alegando que haveria uma reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) nos dias seguintes e que uma possível manutenção da meta de inflação seria benéfica para as expectativas.

Eu tinha um alto grau de convicção de que elevar a meta não traria mais credibilidade, e que, mantendo a meta em 3%, a expectativa de inflação cairia“, declarou durante o evento.

Ele acrescentou que a manutenção da meta melhorou a expectativa de inflação, que recuou para 3,5%. Com isso, na avaliação de Campos Neto, o cenário para a redução de juros ficou mais favorável.

Para concluir, o presidente do BC explicou que, na reunião anterior, quem optou por manter os juros votou por um corte de 0,25 bps. Por outro lado, quem votou pela redução em junho entendeu que a queda deveria ser de 0,5 bps.

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