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Vendas no varejo crescem 0,5% em março, aponta IBGE

Vendas no varejo crescem 0,5% em março, aponta IBGE

Dados do IBGE mostram avanço de 0,5% no comércio varejista em março de 2026, com crescimento em cinco das oito atividades pesquisadas

O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,5% em março de 2026 na comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. Com o resultado, a média móvel trimestral ficou em 0,6%, indicando manutenção de um ritmo positivo no setor ao longo do primeiro trimestre.

Na comparação com março de 2025, o avanço foi mais expressivo: alta de 4,0% no volume de vendas. No acumulado de 2026, o varejo registra crescimento de 2,4%, enquanto nos últimos 12 meses a expansão chega a 1,8%.

A receita nominal do comércio varejista também apresentou desempenho positivo. Em março, cresceu 0,9% frente a fevereiro e 6,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a receita subiu 4,2%.

Cinco das oito atividades registraram alta

A passagem de fevereiro para março foi marcada por predominância de resultados positivos. Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco tiveram crescimento no volume de vendas.

O principal destaque foi o setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,7% no mês. Também cresceram combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,9%, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, também com 2,9%.

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Livros, jornais, revistas e papelaria tiveram aumento de 0,7%, enquanto artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registraram leve alta de 0,1%.

Na direção contrária, móveis e eletrodomésticos recuaram 0,9%, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 1,4%. O segmento de tecidos, vestuário e calçados ficou estável, com variação de 0,0%.

Comparação anual mostra crescimento generalizado

Na comparação com março de 2025, todas as oito atividades do varejo pesquisadas apresentaram crescimento. O maior avanço foi observado em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 22,5%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 11,1%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 10,2%. Combustíveis e lubrificantes subiram 7,6%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria tiveram alta de 7,1%.

Também houve crescimento em móveis e eletrodomésticos, com 6,8%, tecidos, vestuário e calçados, com 2,9%, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 0,9%.

Varejo ampliado também avança

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, cresceu 0,3% em março frente a fevereiro.

Na comparação com março de 2025, o avanço foi de 6,5%. No acumulado do ano, o varejo ampliado registra alta de 1,9%, enquanto nos últimos 12 meses a variação ficou em 0,2%.

Entre os segmentos do varejo ampliado, material de construção cresceu 1,6% na passagem de fevereiro para março. Já veículos e motos, partes e peças tiveram queda de 0,6% no mesmo período.

Resultados regionais mostram alta na maioria dos estados

O comércio varejista teve crescimento em 19 das 27 unidades da federação na comparação com fevereiro. Os maiores avanços foram registrados no Maranhão, com 3,8%, Amazonas, com 3,7%, e Piauí, com 3,5%.

Na comparação com março de 2025, o varejo avançou em 24 unidades da federação. Os destaques foram Pernambuco, com alta de 14,2%, Distrito Federal, com 11,7%, e Rio Grande do Norte, com 9,4%.

Os dados indicam que o varejo encerrou março em terreno positivo, com avanço mensal moderado, crescimento relevante na comparação anual e recuperação distribuída entre diferentes segmentos do comércio.