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Varejo brasileiro do 4TRI25 mostra resiliência apesar do cenário macroeconômico desafiador

Varejo brasileiro do 4TRI25 mostra resiliência apesar do cenário macroeconômico desafiador

Relatório do BTG Pactual antecipa os principais movimentos do setor varejista no quarto trimestre, com destaques positivos e desafios persistentes

O varejo brasileiro do 4TRI25 chega à temporada de resultados cercado por expectativas cautelosas. Segundo análise do BTG Pactual, o setor atravessa um período de ajuste após um primeiro semestre mais robusto e um segundo semestre marcado por desaceleração. O contexto combina inflação mais controlada, mas ainda convive com juros elevados e alto nível de endividamento das famílias.

No relatório, o analista Luiz Guanais descreve que “para o segundo semestre de 2025, há uma combinação de desaceleração da inflação, mas ainda com custos de financiamento elevados, além de um alto nível de endividamento das famílias.” Essa combinação cria um ambiente desafiador para o consumo discricionário, especialmente em segmentos mais sensíveis ao crédito.

Ainda assim, o documento ressalta que o setor mostrou resiliência ao longo do ano, com revisão positiva de estimativas em alguns casos. Esse movimento ajuda a explicar por que o varejo brasileiro do 4TRI25 não deve repetir surpresas negativas vistas em períodos anteriores, mesmo com crescimento mais moderado.

Desempenho desigual entre grandes varejistas

Dentro do varejo brasileiro do 4TRI25, o BTG Pactual aponta trajetórias distintas entre as companhias. A Lojas Renner, por exemplo, deve apresentar crescimento de 4% na receita do varejo, com avanço de margem e EBITDA consolidado estimado em R$ 886 milhões. O desempenho reflete ganhos de eficiência e melhor alavancagem operacional.

Em contrapartida, a C&A tende a enfrentar um trimestre mais pressionado. A expectativa é de aumento de apenas 1% na receita líquida de vestuário, com vendas mesmas lojas estáveis e retração na margem EBITDA consolidada. O relatório mostra como o ambiente competitivo e o consumo mais seletivo pesam sobre os resultados.

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Já empresas como Vivara e Track&Field devem se destacar positivamente no varejo brasileiro do 4TRI25, com crescimento de dois dígitos na receita e melhora de margens, impulsionadas por posicionamento de marca, expansão de lojas e maior fidelização do consumidor.

Alimentação, farmácias e serviços sustentam crescimento

O relatório também indica que segmentos menos dependentes de crédito seguem apresentando números mais sólidos no varejo brasileiro do 4TRI25. No atacarejo, o Assaí deve registrar crescimento de vendas de 2,1% e leve avanço de margem EBITDA, reforçando a busca do consumidor por preços mais baixos.

No setor farmacêutico, a Raia Drogasil aparece como um dos destaques, com crescimento esperado de 16% na receita e avanço de margem. Para Luiz Guanais, “esperamos que a receita da Raia Drogasil cresça 16% na comparação anual”, sinalizando força mesmo em um cenário macroeconômico mais restritivo.

Serviços recorrentes também mostram fôlego. A Smart Fit, apesar da desaceleração em relação a trimestres anteriores, deve crescer 26% em receita, beneficiada pela expansão da base de academias e pela demanda contínua por bem-estar.

Perspectivas para além do varejo brasileiro 4TRI25

A análise do BTG Pactual deixa claro que o varejo brasileiro do 4TRI25 funciona como um trimestre de passagem. O setor aguarda, para 2026, um ambiente mais favorável com possível queda dos juros, o que pode destravar consumo e crédito.

Até lá, a tendência é de maior seletividade por parte dos investidores, com foco em empresas capazes de proteger margens, gerar caixa e crescer mesmo em condições adversas. O relatório reforça que entender essas diferenças será essencial para acompanhar a próxima fase do varejo no Brasil.

Em síntese, o quarto trimestre não deve ser de euforia, mas tampouco de frustração generalizada. O varejo brasileiro do 4TRI25 mostra um setor em ajuste fino, aprendendo a operar em um cenário ainda desafiador, mas com sinais claros de adaptação e resiliência.