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Trump assina ordem para impulsionar a mineração em alto mar

Trump assina ordem para impulsionar a mineração em alto mar

Trump assina ordem executiva para acelerar mineração em alto mar, visando reduzir dependência da China. Entenda!

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva com o objetivo de impulsionar a mineração em alto mar, numa tentativa direta de reduzir a influência da China sobre cadeias globais de suprimento de minerais estratégicos. A medida marca uma guinada agressiva dos Estados Unidos rumo à exploração de recursos no fundo do oceano.

A nova diretriz autoriza a aceleração de licenças para mineração de níquel, cobre e elementos de terras raras tanto em águas americanas quanto internacionais. “Os Estados Unidos têm um interesse fundamental de segurança nacional e econômico em manter a liderança em ciência e tecnologia de águas profundas e recursos minerais do fundo do mar”, declarou Trump, segundo a CNBC.

Mineração submarina: entre lucro e risco ambiental

A mineração em alto mar consiste na extração de nódulos polimetálicos que se formam no leito oceânico, ricos em metais essenciais para tecnologias como baterias, turbinas eólicas e painéis solares. Para seus defensores, trata-se de uma indústria promissora que pode reduzir a pressão sobre a mineração terrestre.

Entretanto, cientistas e ambientalistas alertam sobre as consequências irreversíveis dessa atividade. “Condenamos a tentativa deste governo de lançar esta indústria destrutiva em alto mar no Pacífico, ignorando o processo das Nações Unidas”, disse Arlo Hemphill, do Greenpeace EUA. Há preocupações sobre a destruição de habitats marinhos e a extinção de espécies ainda desconhecidas.

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Conflitos diplomáticos e pressões geopolíticas

O decreto de Trump não só contorna os esforços da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), ligada à ONU, como também desafia diretamente o multilateralismo. A ISA, criada pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, tenta estabelecer até 2025 regras globais para a mineração em águas profundas, um tratado que os EUA nunca ratificaram.

A reação internacional foi imediata. “A rejeição dos processos da ONU pelos EUA provavelmente levará a alianças inesperadas entre países na oposição”, analisou o Eurasia Group. Países com posições historicamente divergentes, como China, Índia, Noruega e Polônia, agora se unificam contra a abordagem norte-americana.

Empresas privadas ganham força com respaldo estatal

A ordem executiva de Trump também fortalece o papel de empresas privadas como a The Metals Company, que já enfrentam críticas de dezenas de países. O movimento coloca as corporações americanas em posição privilegiada para liderar uma indústria ainda em fase embrionária, mas potencialmente bilionária.

Ao mesmo tempo, o decreto pede a criação de um processo de licenciamento específico para a plataforma continental dos EUA e acelera permissões para áreas além da jurisdição nacional, o que pode elevar ainda mais os atritos com a comunidade internacional.