Levantamento do Banco Central (BC) informa que as remessas de dinheiro entre pessoas físicas estão no patamar mais alto da série histórica da instituição.
De janeiro a maio, foram quase US$ 909 milhões, um aumento de cerca de US$ 2 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, que já havia sido de recuperação após o choque da pandemia.
Desde fevereiro, os envios mensais têm crescido, chegando a US$ 193 milhões em maio, último dado informado pelo BC.
Tiveram altas no recebimento de transferências pessoais a partir do Brasil: Bolívia (13,4%, para US$ 33 milhões), Reino Unido (11,7%, para US$ 65 milhões) e Estados Unidos (7,1%, para US$ 209 milhões). EUA, Canadá e Portugal são principais destinos, com 56% dos envios.
Transferências para o exterior
Vale lembrar que em janeiro deste ano passou a vigorar o novo marco cambial, lei que regula o mercado de câmbio nacional, o capital brasileiro no exterior, os recursos que entram no país e a prestação de informações ao Banco Central.
De acordo com a autoridade monetária, à época, a mudança na regulamentação pretende tornar mais simples as transações internacionais para beneficiar a atuação do país no comércio exterior.
Segundo a autarquia, a nova medida não trabalha apenas com exportadores e importadores, mas tem impacto também sobre viagens internacionais e remessas de recursos ao exterior.
Na ocasião, a autoridade monetária elencou que as operações de câmbio, agora com novo regimento, são transações que envolvem compra ou venda de moedas estrangeiras para diferentes objetivos, podendo ser realizado entre dois países, para viagens internacionais ou como remessa e recebimento de valores do exterior.
Nova Legislação
O BC explicou, em janeiro, que com a nova legislação fica permitida a negociação entre pessoas físicas até o limite de US$ 500, operação permitida anteriormente apenas com bancos, como explica Pedro Tinoco, sócio do escritório Almeida Advogados e especialista em Propriedade Intelectual, Direito Empresarial, Contratual e Eletrônico.
Veja algumas alterações:
- Com a nova lei fica permitido o limite de dinheiro em espécie que cada pessoa pode portar nas viagens internacionais, passando dos atuais R$ 10 mil para US$ 10 mil. Medida que vale tanto para quem sai do Brasil quanto para quem chega no país.
- Também permite que instituições financeiras abram diretamente contas em outras moedas por meio do Banco Central. Essa autorização também será estendida a setores estratégicos da economia, como energia, petróleo e gás.
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