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Relógio, tênis e camisa: quanto custa montar um look premium para ver a Copa

Relógio, tênis e camisa: quanto custa montar um look premium para ver a Copa

Da camisa de linho ao tênis branco, do relógio discreto ao fone premium para quem vai viajar, a Copa abre espaço para um guarda-roupa de torcida mais adulto, confortável e sofisticado, sem depender da camisa oficial ou do verde e amarelo literal

Da camisa de linho ao tênis branco, do relógio discreto ao fone premium para quem vai viajar, a Copa cria um novo uniforme informal do torcedor — mais sofisticado, confortável e menos dependente da camisa oficial.

A camisa da seleção brasileira já não é mais peça obrigatória para assistir à Copa do Mundo. Em vez do uniforme tradicional com verde, amarelo e camiseta esportiva, cresce entre consumidores urbanos uma estética mais discreta, confortável e versátil para acompanhar os jogos em bares, restaurantes, viagens, escritórios informais ou encontros com amigos.

A mudança acompanha uma transformação mais ampla da moda masculina, que passou a valorizar peças atemporais, tecidos premium e combinações menos óbvias. O novo “uniforme” da Copa pode incluir camisa de linho, tênis branco minimalista, relógio discreto, polo bem cortada e acessórios que seguem úteis depois do torneio.

Mais do que luxo ostensivo, a lógica do consumo premium hoje passa por curadoria, durabilidade e repetição de uso. A pergunta deixou de ser apenas “qual camisa vestir para torcer” e passou a incluir conforto, caimento, contexto social e versatilidade.

Conforto

O visual mais democrático da nova Copa premium é também o mais simples: camiseta de algodão encorpado, bermuda de sarja, tênis branco e relógio casual. A proposta é parecer arrumado sem transmitir excesso de produção.

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Montar um look casual premium para assistir aos jogos em casa ou com amigos pode custar entre R$ 700 e R$ 1,5 mil em uma faixa mais acessível, chegando a mais de R$ 5 mil em versões de luxo discreto, dependendo dos acessórios e dos materiais escolhidos.

De olho nesse cenário, a marca LaVíbora lançou uma coleção especial voltada aos torcedores que desejam acompanhar os jogos da seleção brasileira com mais estilo, conforto e exclusividade.

Batizada de “drop Copa 2026”, a linha aposta na combinação entre peças sofisticadas e referências ao universo esportivo, deixando de lado o tradicional visual básico utilizado em grandes competições. Segundo a marca, a proposta é unir a paixão pelo futebol à estética do lifestyle masculino contemporâneo.

A coleção conta com fabricação própria, estratégia que, de acordo com a empresa, permite maior controle sobre todas as etapas de produção. O processo envolve desde a escolha de tecidos tecnológicos até o desenvolvimento do caimento e acabamento das peças.

A marca destaca ainda que os produtos foram desenvolvidos pensando no clima brasileiro, priorizando conforto térmico, durabilidade e praticidade para diferentes ocasiões durante o torneio.

Peças da coleção

Entre os destaques da linha estão os shorts temáticos com elastano, confeccionados em microfibra de secagem rápida e proteção UV35+. As peças trazem as cores da seleção brasileira e foram pensadas para ambientes descontraídos, como churrascos, festas e encontros durante os jogos.

A coleção também inclui shorts de linho premium, voltados ao público que busca uma proposta mais sofisticada para acompanhar os eventos da Copa. O tecido oferece maior respirabilidade e acabamento elegante, especialmente para confraternizações e eventos diurnos.

Completando o portfólio, a marca aposta em camisas e camisetas exclusivas, desenvolvidas para combinar com os diferentes modelos de shorts da coleção. A proposta é oferecer composições versáteis para quem deseja montar looks alinhados ao clima festivo do torneio sem abrir mão da identidade fashion.

Outro exemplo de marca que aposta em uma linha premium para a Copa é a Dane-Se. Foi lançada uma coleção limitada inspirada na identidade nacional voltada para a disputa do torneio, com peças que remetem aos anos 90 – inspirada inclusive no uniforme com o qual o Brasil conquistou o tetracampeonato, justamente nos Estados Unidos, em 1994.

Torcida social

A Copa também se tornou uma experiência de circulação social. Rooftops, restaurantes, clubes, hotéis e eventos corporativos criaram um ambiente em que o visual do torcedor se aproxima mais do casual elegante do que do uniforme esportivo tradicional.

Nesse contexto, ganham espaço peças como camisa de linho, calça chino, jeans escuro sem lavagem pesada, loafer, mocassim e sneakers minimalistas. O verde e amarelo aparecem menos de forma literal e mais como detalhe de paleta.

Tons como verde oliva, azul-marinho, areia, branco, off-white e amarelo queimado passaram a funcionar como referências sutis ao Brasil, sem transformar o look em uma composição temática.

Nessa categoria, um visual premium para bares, restaurantes ou eventos pode variar entre R$ 1,2 mil e R$ 2,5 mil em opções intermediárias, ultrapassando R$ 10 mil quando inclui relógios, óculos e calçados de maior valor agregado.

Estilo em trânsito

A Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, também deve impulsionar categorias ligadas à viagem. A expectativa do varejo é de aumento na procura por malas de bordo, mochilas premium, tênis confortáveis, jaquetas leves e fones com cancelamento de ruído.

O torcedor que viaja passou a buscar peças funcionais para longos deslocamentos, aeroportos e caminhadas urbanas, sem abrir mão da estética minimalista.

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Nesse segmento, o sneaker confortável se tornou protagonista. Modelos voltados para caminhada, combinados com calças leves, camisetas premium e bolsas compactas, criam um visual que mistura turismo, mobilidade e lifestyle.

Além da moda, a Copa também movimenta segmentos de tecnologia e acessórios pessoais, ampliando o impacto econômico do evento para além da camisa oficial.

Um kit premium de viagem para acompanhar os jogos pode custar entre R$ 2,5 mil e R$ 6 mil em versões mais acessíveis, superando R$ 25 mil em combinações com malas de luxo, relógios e acessórios tecnológicos premium.

Brasil discreto

Uma das tendências mais fortes da estética masculina atual é a rejeição ao visual excessivamente temático. Em vez da combinação clássica entre verde e amarelo vibrantes, muitos consumidores devem apostar em referências mais sutis ao Brasil.

Camisas azuis, polos verde oliva, peças em tons de areia, off-white e caramelo ajudam a criar uma identidade ligada ao clima da Copa sem reproduzir diretamente a camisa da seleção.

Para consultores de imagem, a lógica é simples: o consumidor premium quer peças que funcionem no dia do jogo, mas que continuem relevantes no restante do ano.

Nesse modelo mais discreto, os looks podem variar entre R$ 900 e R$ 2 mil em versões premium acessíveis e superar R$ 8 mil em combinações com acessórios sofisticados e tecidos de maior qualidade.

O uniforme da Copa mudou. Se antes ele era quase exclusivamente esportivo, hoje ele passa a dialogar com comportamento, conforto, viagem e vida social.

Mais do que comprar roupas para um mês de torneio, o consumidor premium busca peças versáteis, discretas e duráveis — itens capazes de atravessar o calendário da Copa sem parecer fantasias fora dele.