Os preços do cobre continuam em forte alta nos mercados internacionais e se aproximam de máximas históricas. O movimento é impulsionado por restrições do lado da oferta e por uma demanda ainda resiliente.
Na London Metal Exchange (LME), os preços do cobre chegaram a ser negociados em torno de US$ 14.196 por tonelada, após oito sessões consecutivas de ganhos. O metal segue pressionado por um cenário de oferta mais apertada.
O movimento recente reflete um aperto global na oferta. Há interrupções em importantes regiões mineradoras e escassez de enxofre, o que afeta o processamento do minério. Grandes minas também enfrentam dificuldades operacionais.
No segmento de refino, a China mostra sinais de enfraquecimento. A produção de cobre refinado caiu 3% em abril, para cerca de 1,05 milhão de toneladas. O recuo foi influenciado por menores taxas de tratamento e menor disponibilidade de sucata. Há expectativa de novas quedas devido a manutenções em fundições.
Preços do cobre são sustentados por demanda resiliente e desequilíbrios regionais
Do lado da demanda, o consumo segue firme, especialmente na China. Setores como redes elétricas, energia renovável e tecnologia continuam sustentando o uso industrial do metal.
Em relatório, analistas da Ágora Investimentos avaliam que o cenário atual combina restrições relevantes de oferta com demanda ainda consistente. Segundo a casa, “essas restrições coincidem com a demanda resiliente do mercado consumidor final, particularmente na China, onde o consumo permanece robusto em setores como redes elétricas, energias renováveis e tecnologia, impulsionando uma recuperação mais ampla nos metais industriais”.
Os analistas também destacam o descolamento entre mercados internacionais. Na COMEX, os contratos futuros de cobre atingiram máximas históricas, em torno de US$ 6,69 por libra.
Esse movimento ampliou o prêmio em relação à LME para mais de US$ 500 por tonelada. A diferença é atribuída às expectativas de possíveis tarifas sobre importações de cobre refinado nos Estados Unidos. Isso tem incentivado a entrada de metal no mercado norte-americano e reduzido a oferta em outras regiões.
“Acreditamos que a combinação de oferta restrita, em meio aos desafios contínuos para os principais produtores aumentarem a produção, e demanda resiliente continue sustentando o forte impulso dos preços do cobre”, conclui a Ágora Investimentos.






