O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, pode ficar até 2028 no BC dos EUA, apesar das pressões do governo de Donald Trump. Isso acontece porque o seu mandato só acaba em 2028, mesmo que saia em maio de 2026 da presidência da autoridade monetária.
O debate acontece após o gabinete do procurador dos EUA no Distrito de Columbia ter aberto uma investigação criminal contra Powell devido às reformas na sede do banco central e para verificar se Powell mentiu ao Congresso em depoimento no ano passado sobre o projeto.
Em uma resposta extraordinária, Powell divulgou uma mensagem em vídeo de dois minutos em 11 de janeiro, na qual rebateu veementemente as acusações e afirmou explicitamente que a ameaça de acusações criminais por parte do governo é uma consequência direta do Fed não ter reduzido as taxas de juros tanto quanto o presidente gostaria.
“Trata-se de saber se o Fed continuará a definir as taxas de juros com base em evidências e condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação”, disse Powell no vídeo.
Até 2028
A investigação do Departamento de Justiça sobre as reformas do prédio do Fed intensifica a pressão contínua que o presidente Trump vem exercendo sobre Powell para a redução das taxas de juros, e levanta questões que provavelmente preocupam os mercados sobre a capacidade do Fed de se manter independente da pressão política.
“O mandato de Powell como presidente termina em maio, mas seu mandato como membro regular do Conselho de Governadores do Fed continua até janeiro de 2028”, escreve Michael Townsend, Diretor-geral de Assuntos Legislativos e Regulatórios da Charles Schwab, em um relatório.
“Historicamente, os presidentes não permanecem como membros do Conselho de Governadores após o término de seus mandatos, mas essa situação pode aumentar as chances de Powell permanecer no cargo, já que sua permanência impediria o presidente de nomear um novo membro para o Conselho de Governadores do Fed”, completa.
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