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PMI dos EUA cai em prévia de julho, mas indústria tem alta

PMI dos EUA cai em prévia de julho, mas indústria tem alta

Dados mostram que crescimento segue puxado pelo setor de serviços, mas desaceleração aumenta temor de recessão entre gestores.

O PMI dos EUA caiu para 52,0 pontos na prévia de julho, divulgada nesta segunda-feira (24) pela S&P Global, o chamado PMI Flash. O índice havia ficado em 53,2 pontos na medição definitiva de junho.

A principal novidade é na indústria, que subiu para 49,0 pontos, ante 46,9 no registro de junho. Já o setor de serviços também teve queda, de 54,4 pontos em junho para 52,4 pontos agora, o índice mais baixo em cinco meses.

Dados do PMI Flash dos EUA em julho

PMI dos EUA: entenda o índice

O PMI dos EUA é calculado mensalmente pela S&P Global a partir de entrevistas e dados coletados junto a executivos e gerentes de compras de 400 empresas do setor de serviços e outras 400 indústrias, em todo o país. 

A sigla PMI significa “Índice de Gerentes de Compras”, e a pesquisa é feita pela agência nas principais economias do mundo para medir o sentimento dos setores do mercado sobre como suas empresas estão sendo afetadas pelo cenário macroeconômico.

Números acima de 50 pontos apontam queda da atividade econômica e pessimismo dos agentes sobre o setor; números maiores que 50 pontos mostram crescimento da atividade e otimismo do setor para ampliar a realização de investimentos.

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O PMI Flash divulgado nesta segunda apresenta dados preliminares da pesquisa. O resultado definitivo da indústria será divulgado em 1º de agosto, e o de serviços, junto com o índice composto, no dia 3.

PMI dos EUA: entendendo os resultados

Os dados indicaram, segundo a S&P Global, que o setor de serviços segue puxando a economia norte-americana, mas agora num ritmo mais lento, que é visto como sinal de preocupação pelo analista Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, responsável pelo levantamento,

“Julho está vendo uma combinação indesejável de crescimento econômico mais lento, geração de empregos mais fraca, negócios mais pessimistas e inflação persistente. O baixo crescimento está sendo totalmente impulsionado pelos serviços e, em particular, pelo aumento das exportações, o que está ajudando a compensar uma indústria paralisada”, explicou o analista.

Segundo ele, os sinais voltam a apontar para o risco de recessão, especialmente se o Fed confirmar a intenção de subir os juros na reunião desta semana do Fomc, seu comitê de política monetária, que anuncia a decisão na quarta-feira (26). Ao mesmo tempo, porém, os gestores seguem preocupados com as pressões inflacionárias. “Essa rigidez continua sendo uma das principais preocupações”, diz o analista.

Zona do euro também registra queda

Na zona do euro, o PMI Flash também registrou queda da atividade, com 48,9 pontos, ante 49,9 no índice composto de junho. A queda veio nos dois setores: o índice de serviços caiu de 52,0 para 51,1 pontos, enquanto o setor industrial desceu a 42,7 pontos, ante 43,4, o mais baixo índice dos últimos 38 meses, ou seja, desde o início da pandemia de covid-19.

Dados do PMI Flash da zona do euro em julho, comparados com o PIB

Na Alemanha, a principal economia da região, os números também registraram queda. O PMI Composto ficou em 48,3 pontos, o menor desde novembro, ante 50,6 pontos em junho. O índice de serviços caiu de 54,1 pontos para 52,0, e a atividade industrial ficou em 38,8 pontos, ante 40,6 em junho.